A queda de 3,85% nas ações do Banco do Brasil é o fim ou uma oportunidade?

As ações do Banco do Brasil enfrentam queda de 3,85% em 2024. Descubra os fatores que influenciam seu desempenho e as previsões para o futuro.
Ações do Banco do Brasil
As ações do Banco do Brasil estão em um momento de transição, onde fatores macroeconômicos, como a queda nas commodities e a alta dos juros, impactam diretamente seus resultados. (Imagem: Divulgação)

As ações do Banco do Brasil (BBAS3) enfrentam um cenário de instabilidade em 2024, apresentando uma queda acumulada de 3,85%. Após atingir seu topo histórico de R$ 28,50, o ativo iniciou um movimento de correção, o que gerou incertezas sobre os próximos passos. Atualmente negociadas a R$ 24,51, as ações estão operando abaixo das médias móveis, sinalizando uma possível continuidade da tendência de baixa.

Análise técnica: suportes e resistências das ações do Banco do Brasil

No curto prazo, as ações do Banco do Brasil enfrentam pressão vendedora, com uma trajetória descendente desde a máxima de R$ 28,50. A média móvel de 200 períodos foi rompida, aumentando a intensidade da queda.

O suporte imediato se encontra na faixa de R$ 24,28 a R$ 23,00, e, caso o preço rompa esse nível, as ações podem testar suportes mais baixos, em torno de R$ 21,70 e R$ 20,58. No entanto, a resistência para uma possível recuperação está entre R$ 24,90 e R$ 25,63.

O impacto do ciclo de juros e do setor agropecuário

Dois fatores têm influenciado negativamente o desempenho das ações do Banco do Brasil. O primeiro está relacionado à desaceleração das commodities, especialmente no setor agropecuário. Com a queda no valor das principais exportações do Brasil, como soja e milho, a inadimplência entre os produtores rurais aumentou.

O segundo fator que gera receio é o ciclo de alta de juros. A possibilidade de o governo utilizar o Banco do Brasil para subsidiar o crédito no país eleva o risco de um aumento nas despesas do banco.

O que esperar para BBAS3 à médio prazo?

Apesar dos desafios no curto prazo, as ações do Banco do Brasil podem se recuperar com a recuperação do setor agropecuário e a estabilização dos juros. A superação de resistências em R$ 25,11 e R$ 26,00 pode abrir espaço para o retorno à trajetória de alta, com a expectativa de atingir novamente o topo histórico de R$ 28,50.

Foto de Vitoria Costa Pinto

Vitoria Costa Pinto

Vitória Costa Pinto, estudante de Comunicação Social na UFBA, iniciou sua carreira em 2019 como redatora. Atuou como social media, gestora de projetos e planejadora de conteúdo, consolidando-se como jornalista em 2024. Apaixonada por política, economia e negócios, acredita no poder transformador da comunicação.

Mais lidas

Últimas notícias