Voa Brasil tem baixa adesão e venda irrisória de passagens

O programa Voa Brasil vendeu apenas 28.500 passagens, 0,95% do total disponível em seis meses. Sudeste e Nordeste lideram a demanda. O governo planeja expandir o benefício para estudantes de baixa renda no primeiro semestre de 2025
Imagens de saguão de aeroporto. Venda de passagens do Voa Brasil registra baixo número
Rovena Rosa/Agência Brasil

O programa Voa Brasil, iniciativa que foi lançada há seis meses, vendeu apenas 28.500 passagens, o que representa 0,95% das 3 milhões disponibilizadas. A medida, que oferece bilhetes aéreos por R$ 200 para aposentados do INSS que não viajaram no último ano, tem adesão concentrada no Sudeste e Nordeste, que juntos representam 84,5% das vendas.

O que explica a baixa venda ou procura de passagens aéreas?

Janeiro de 2025 foi o mês com melhor desempenho no programa Voa Brasil, registrando 5.308 vendas de passagens, um crescimento de 15% em relação ao recorde anterior, alcançado em agosto de 2024, logo após o lançamento do programa.

Apesar da predominância de grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro e Recife entre os destinos mais procurados, há cidades de todas as regiões do Brasil na lista das 20 mais reservadas. Ao todo, aposentados beneficiados pelo programa de vendas de passagens aéreas partiram ou chegaram a 77 municípios diferentes no âmbito do território brasileiro.

Desenvolvimento da aviação doméstica e regional e expansão do programa para 2025

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), a medida (venda de passagens aéreas para aposentados do INSS) tem impulsionado a aviação regional, fomentando rotas menos exploradas comercialmente. Segundo as regras do Voa Brasil, cada aposentado pode comprar até dois trechos por ano, exclusivamente pelo site oficial.

O governo já planeja a expansão do programa para o primeiro semestre de 2025. A nova fase pretende incluir estudantes universitários de baixa renda, ampliando o público-alvo da iniciativa.

Foto de Allan Ricardo

Allan Ricardo

Allan Ricardo é jornalista formado pelo Centro Universitário Estácio Brasília, com experiência em produção jornalística para portais de notícias. Atuou no Portal Nucom e no Metrópoles, com foco na cobertura de política, economia e negócios. No Economic News Brasil, produz análises e conteúdos informativos sobre finanças, mercado e tendências econômicas.

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