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IPCA: Inflação oficial supera teto pelo sexto mês e pressiona Banco Central

A inflação no Brasil já ultrapassa 5,35% nos últimos 12 meses, com impacto significativo da energia elétrica e serviços. A deflação nos alimentos não conseguiu conter essa alta, e a nova tarifa de 50% dos EUA sobre produtos brasileiros pode afetar os preços. A pressão sobre o Banco Central aumenta, exigindo uma nova resposta. Descubra mais sobre esse cenário econômico!
Inflação oficial supera teto com IPCA de 5,35%
Contas de energia elétrica acumulam alta de 6,93% no semestre e lideram impacto individual no IPCA de junho, pressionando a inflação oficial para 5,35% em 12 meses. (Foto: Agência Brasil)

Num momento em que o Brasil repensa sua política monetária, a inflação oficial supera o teto pelo sexto mês consecutivo, com IPCA acumulado de 5,35% nos últimos 12 meses. O índice, divulgado nesta quinta (10/07) pelo IBGE, revela que a meta de inflação contínua — entre 1,5% e 4,5% — voltou a ser rompida de forma persistente, exigindo explicações formais do Banco Central ao Ministério da Fazenda.

Inflação oficial supera teto com energia e serviços como vilões

O que mais chama atenção é a composição da alta. A inflação supera o teto principalmente por conta da energia elétrica residencial, que disparou 6,93% no semestre, impactada pela bandeira vermelha e reajustes expressivos em capitais como Belo Horizonte (8,57%) e Porto Alegre (4,41%). Além disso, os serviços, que têm forte inércia inflacionária, subiram 0,40% em junho, com destaque para transporte por aplicativo (13,77%) e alimentação fora de casa (0,46%).

Inflação oficial supera teto mesmo com deflação nos alimentos

Ainda que o grupo Alimentação e bebidas tenha registrado deflação de 0,18% — a primeira em nove meses — a inflação oficial supera teto porque outros segmentos compensaram a queda. Ovos de galinha (-6,58%), arroz (-3,23%) e frutas (-2,22%) aliviaram a pressão, mas não o suficiente. Sem alimentos, o IPCA de junho teria sido 0,36%; sem energia, apenas 0,13%, segundo Fernando Gonçalves, do IBGE.

Inflação deverá ser influenciada por tarifa dos EUA

O cenário ganha contornos geopolíticos: a nova tarifa de 50% imposta pelos EUA sobre produtos brasileiros, anunciada por Donald Trump (09/07), pode reconfigurar a dinâmica de preços. Se reduzir as exportações, pode haver maior oferta interna e, portanto, alívio inflacionário. Por outro lado, o impacto cambial e comercial ainda é incerto.

Mesmo com desaceleração dos preços monitorados, como combustíveis (-0,42%), o IPCA já soma 2,99% no ano. Com a inflação oficial supera teto de forma recorrente, cresce a pressão sobre Gabriel Galípolo e sua condução do Banco Central — agora diante de uma missão que vai além dos modelos, envolvendo diplomacia e previsibilidade.

O próximo dado será publicado em 12 de agosto, conforme cronograma do IBGE.

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