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Haddad acusa Tarcísio de agir contra o país após derrota da MP do IOF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (09/10) que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, agiu “em detrimento dos interesses nacionais” ao influenciar a derrubada da MP do IOF. A medida, que previa alternativas para evitar aumento do imposto, perdeu validade após votação na Câmara. O episódio expôs novo embate entre o governo federal e São Paulo e reacendeu a discussão sobre os rumos da política fiscal de 2026.
Fernando Haddad fala coletiva de imprensa no Ministério da Fazenda, em Brasília.
Apesar da tensão com, Haddad minimizou o impacto imediato da derrota da MP do IOF em 2025. Ele afirmou que a perda de arrecadação será administrável (Foto: Dney Justino / Audiovisual / PR Palácio do Planalto - Flickr)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, acusou nesta quinta-feira (09/10) o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de atuar contra os interesses do país ao interferir na votação da MP do IOF. A medida, que buscava criar alternativas ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras, foi retirada de pauta pela Câmara e perdeu validade.

Apesar da crítica, Haddad afirmou que o governo continuará apoiando o estado paulista. “Mesmo com a notícia de que o governador agiu em detrimento dos interesses nacionais para proteger a Faria Lima, nós não vamos prejudicar São Paulo”, disse o ministro a jornalistas em Brasília.

O que é a MP do IOF e o que estava em jogo

A Medida Provisória (MP) com alternativas ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) foi elaborada pelo Ministério da Fazenda como forma de compensar a perda de receitas sem recorrer a elevação direta de impostos. O texto previa novas fontes de arrecadação e mecanismos para equilibrar o Orçamento de 2026. Segundo o relator, Carlos Zarattini (PT-SP), a proposta tinha potencial de gerar R$ 17 bilhões no próximo ano.

  • Votação na Câmara: 251 votos favoráveis × 193 contrários.
  • Validade expirada: na quarta-feira (08/10).
  • Meta fiscal de 2026: superávit de 0,25% do PIB, segundo o Ministério da Fazenda.

Com a rejeição, a equipe econômica avalia que será necessário revisar projeções e encontrar novas fontes de receita. Enquanto isso, nos bastidores, o governo atribui parte da derrota à articulação política de Tarcísio de Freitas, que defendeu publicamente a retirada da MP do IOF.

Disputa política entre Haddad e Tarcísio ganha força em Brasília

O episódio reacendeu o embate político entre o Palácio do Planalto e o governo paulista. Haddad sugeriu que Tarcísio priorizou os interesses do mercado financeiro, especialmente da região da Faria Lima, centro do setor financeiro em São Paulo. O governador, por sua vez, respondeu à CNN que a população “não aguenta mais aumento de impostos” e cobrou “responsabilidade fiscal” do governo federal.

Nos bastidores, assessores do Planalto interpretaram a postura de Tarcísio como tentativa de se consolidar como liderança da oposição econômica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A disputa, até então restrita a gestões locais e obras federais no estado, passou a ocupar o campo da política fiscal e da arrecadação.

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Derrota fiscal pressiona governo e reabre debate sobre meta de 2026

A perda da MP do IOF criou novo desafio para o Ministério da Fazenda, que contava com a medida para reforçar a arrecadação e viabilizar o equilíbrio das contas públicas. Agora, a equipe econômica busca novas estratégias de compensação.

Entre as opções em análise estão:

  • Corte de emendas parlamentares para reduzir despesas.
  • Revisão de renúncias tributárias consideradas ineficientes.
  • Ajustes em incentivos regionais com baixo retorno fiscal.

Apesar da tensão, Haddad minimizou o impacto imediato em 2025. Ele afirmou que a perda de arrecadação será administrável, mas reconheceu que “o esforço fiscal será maior no próximo ano”.

Caminhos alternativos à MP do IOF

Após a derrota no Congresso, Haddad afirmou que pretende discutir novas propostas com o relator do Orçamento de 2026, Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), para compensar a não aprovação da medida. Ele garantiu que o governo não desistirá de buscar soluções de equilíbrio fiscal e reforçou que “há tempo para avaliar cada alternativa com responsabilidade”.

Analistas veem na crise da MP do IOF mais do que uma questão tributária: trata-se de um sinal de como o embate político pode interferir na execução da política econômica. Nesse contexto, a perda de R$ 17 bilhões ganha contornos simbólicos. Isso não apenas para o orçamento, mas também para o equilíbrio entre a União e os governos estaduais.

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