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Déficit em conta corrente do Brasil é o maior em cinco anos, diz FGV

O déficit em conta corrente do Brasil chegou a US$ 76,2 bilhões (3,5% do PIB) até agosto de 2025, informou a FGV. O resultado, o mais alto em cinco anos, foi puxado pela alta das importações e pelas remessas de lucros, mas segue financiado graças à valorização do real e ao cenário externo favorável.
Déficit em conta corrente do Brasil cresce e atinge maior nível em cinco anos, aponta FGV.
Déficit em conta corrente chegou a US$ 76,2 bilhões até agosto de 2025, o maior em cinco anos, segundo a FGV, reflexo do aumento das importações e das remessas de lucros. (Imagem: Pexels)

O déficit em conta corrente do Brasil atingiu US$ 76,2 bilhões nos 12 meses encerrados em agosto (25), o equivalente a 3,5% do PIB. O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-IBRE) divulgou os valores em análise publicada nesta quinta-feira (16/10). É o maior nível em cinco anos, superando os 3% registrados em 2023 e o dobro do déficit observado em 2024.

O déficit em conta corrente representa quando o país gasta mais no exterior do que recebe, somando o saldo das exportações, importações, serviços e rendas. Em outras palavras, indica que o Brasil está consumindo ou investindo mais do que poupa internamente.

Embora um déficit moderado seja comum em economias em crescimento, ele exige financiamento externo constante. Por isso, seu nível é um termômetro importante da sustentabilidade das contas externas e da confiança dos investidores no país.

Déficit em conta corrente: Importações em alta puxam o resultado

A piora nas contas externas decorreu principalmente da redução do superávit comercial, que caiu para US$ 61 bilhões, frente a US$ 86 bilhões um ano antes. As exportações ficaram praticamente estáveis em US$ 257,8 bilhões, mas as importações avançaram para US$ 212,3 bilhões, impulsionadas pela demanda interna.

O maior salto em relação ao déficit em conta corrente ocorreu nos bens de capital (+20%) e nos bens semiduráveis (+16,3%), o que, segundo a FGV, reflete a expansão da absorção doméstica.

O estudo mostra que a absorção privada cresceu cerca de 11% no período, bem acima do ritmo global, estimulando importações e reduzindo o saldo externo. Esse comportamento é incomum em um ano de alta da produção agropecuária e extrativa, setores que normalmente fortalecem o comércio exterior.

Para o pesquisador Livio Ribeiro, do FGV-IBRE, o desequilíbrio atual “decorre da aceleração da absorção doméstica privada e da apreciação cambial observada ao longo do ano”.

Valorização do real

Na conta de serviços e rendas, o déficit em conta corrente aumentou US$ 6,5 bilhões. Cabe destacar aqui as remessas de lucros e dividendos. O FGV-IBRE também cita fatores institucionais, como a aplicação da Lei Magnitski e as incertezas sobre o IOF cambial. Estes fatores ampliaram as saídas líquidas de recursos.

Apesar do aumento do déficit em conta corrente, a moeda brasileira se valorizou 13,4% entre dezembro (24) e outubro (25). O real passou de R$ 6,18 para R$ 5,35 por dólar. A análise do FGV-IBRE atribui 100% da valorização a fatores externos, como a queda do dólar e dos juros americanos. Isso favoreceu o ingresso de capitais e manteve as reservas internacionais estáveis.

Sustentabilidade das contas externas

Para o FGV-IBRE, o déficit em conta corrente do Brasil deve se manter próximo de 3,5% do PIB até 2026, com financiamento suficiente, mas não abundante. O alerta recai sobre sua composição: o uso da poupança externa para financiar consumo presente, e não investimento produtivo, pode limitar o crescimento nos próximos anos.

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