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Guerra comercial entre EUA e China: FGV analisa impactos no Brasil

A nova guerra comercial entre EUA e China reacendeu tensões no comércio global. Segundo a FGV, o impacto da guerra comercial entre EUA e China reduziu o superávit brasileiro, afetou setores industriais e levou o país a redirecionar exportações para novos mercados.
impacto da guerra comercial entre EUA e China nas exportações e na balança comercial brasileira
A nova guerra comercial entre EUA e China, impulsionada pelas tarifas americanas, já altera fluxos de exportação e pressiona a balança comercial brasileira, aponta FGV. (Imagem: Wikimedia)

O impacto da guerra comercial entre EUA e China voltou a alterar o ritmo do comércio internacional em setembro. Conforme análise publicada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-IBRE) na terça-feira (14/10), o aumento das tarifas impostas por Washington e a desaceleração do fluxo bilateral entre as duas potências levaram países exportadores, como o Brasil, a buscar novos mercados.

A Organização Mundial do Comércio (OMC) revisou a projeção de crescimento do comércio mundial de 0,9% para 2,4% em 2025, impulsionada pela antecipação de exportações e pela expansão de produtos ligados à Inteligência Artificial.

O FGV-IBRE avalia, porém, que esse impulso é temporário. Segundo o instituto, exportadores e importadores têm reduzido margens de lucro para evitar o repasse imediato das tarifas aos preços. Assim, essa medida ajuda a manter o fluxo de produtos, mas adia o impacto inflacionário. A resiliência da economia dos Estados Unidos, que continuou crescendo acima do esperado, também ajudou a sustentar o comércio global no curto prazo.

Efeitos da guerra comercial entre EUA e China no Brasil

No Brasil, as exportações aumentaram 7,2% em valor e 9,6% em volume entre setembro de 2024 e 2025, enquanto as importações avançaram 17,7% e 16,2%, respectivamente. O superávit da balança comercial caiu para US$ 3,0 bilhões no mês e somou US$ 45,5 bilhões no acumulado até setembro — redução de US$ 13,2 bilhões em relação a 2024.

Com as conversas recentes entre o presidente Lula e Donald Trump, espera-se que as tarifas sobre o Brasil sejam renegociadas, mas os efeitos da discussão só serão sentidos após o término das negociações.

Ainda, o FGV-IBRE destaca que Argentina e China foram os principais destinos de crescimento das exportações, com altas de 22% e 15% em setembro. Já os Estados Unidos registraram queda de 19,1%, o que ampliou o déficit bilateral de US$ 1,3 bilhão para US$ 5,1 bilhões. O superávit com a China diminuiu de US$ 30,1 bilhões para US$ 22,0 bilhões, e a União Europeia passou de saldo positivo a déficit de US$ 1,5 bilhão.

Setores mais expostos ao tarifaço americano

O levantamento do FGV-IBRE detalha os setores mais afetados pela guerra tarifária entre EUA e China:

  • Semimanufaturados de ferro e aço: inverteram tendência, com alta de 34,5% em setembro.
  • 22 dos 26 segmentos industriais tiveram queda nas exportações para os Estados Unidos em setembro.
  • Agropecuária: passou de alta de 9,5% em agosto para retração de 32,3%.
  • Máquinas e equipamentos: recuaram 10,9% no período.
  • Fármacos: tiveram queda acentuada de 31,1%.
  • Transportes e coque (exportações de combustíveis sólidos derivados de petróleo) foram os únicos segmentos com melhora.

Cenário em transição no comércio global

O impacto da guerra comercial entre EUA e China reforça, segundo o FGV-IBRE, a vulnerabilidade de economias intermediárias diante do protecionismo.

O instituto observa que o Brasil busca reduzir perdas por meio de negociações com Washington, mas as assimetrias dificultam avanços rápidos. Portanto, se a escalada tarifária persistir, a tendência é de compressão de margens, menor competitividade e necessidade urgente de diversificação de mercados.

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