Conteúdo Patrocinado
Anúncio SST SESI

Meta fiscal de 2025: TCU suspende exigência de déficit zero

O Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu em 15/10 a exigência de déficit zero como centro da meta fiscal de 2025, acolhendo recurso da AGU. A decisão do ministro Benjamin Zymler evita bloqueio de R$ 31 bilhões no Orçamento e autoriza o governo a trabalhar com o limite inferior da banda de tolerância, de 0,25% do PIB. O julgamento final ocorrerá em 2026.
Ministro Benjamin Zymler anuncia decisão do TCU sobre meta fiscal de 2025 e suspensão da exigência de déficit zero.
O ministro Benjamin Zymler, relator do caso, suspendeu a exigência de déficit zero e permitiu ao governo adotar meta fiscal de 2025 mais flexível. (Imagem: TCU)
Getting your Trinity Audio player ready...

A meta fiscal de 2025 ganhou novo fôlego na quarta-feira (15/10), quando o Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu a exigência de déficit zero como centro da meta, acolhendo recurso da Advocacia-Geral da União (AGU).

A decisão do ministro Benjamin Zymler impede o bloqueio de até R$ 31 bilhões no Orçamento e autoriza o governo a operar dentro do limite inferior da banda de tolerância, equivalente a 0,25% do PIB.

O caso reverte a posição firmada pelo TCU em setembro, que obrigava o Executivo a perseguir o centro do arcabouço fiscal. Zymler concedeu efeito suspensivo até julgamento definitivo do Plenário, previsto para 2026. Segundo o ministro, novo contingenciamento seria “impraticável” e traria “grave risco” à continuidade de políticas públicas essenciais.

A decisão ocorre logo após o presidente do TCU, Vital do Rêgo, defender que o governo buscasse o déficit zero. Dessa forma, a mudança de entendimento, agora sob outro relator, expõe divergências dentro da Corte sobre a aplicação do novo arcabouço fiscal e reabre o debate sobre a credibilidade das metas.

TCU e AGU divergem sobre interpretação da meta fiscal de 2025

Nos embargos apresentados, a AGU argumentou que a lei permite cumprir a meta dentro da banda de tolerância, e não apenas no centro. Assim, o governo sustentou que a exigência anterior poderia comprometer programas sociais e investimentos. Zymler concordou, ressaltando que o tema é “inédito e complexo”, com divergências técnicas tanto no Executivo quanto no próprio tribunal.

Assim, com o acolhimento. do recurso da AGU, a União poderá encerrar 2025 com déficit de até R$ 31 bilhões sem descumprir a regra da meta fiscal. O governo afirma que a medida garante estabilidade à execução orçamentária e evita novos cortes de gastos.

Decisão redefine o arcabouço e gera alerta fiscal

O debate chega ao Congresso em meio à tramitação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Parlamentares discutem se a flexibilização pode abrir precedentes para novos gastos que comprometam a meta fiscal de 2025.

Economistas consultados pela Agência Brasil avaliam que a suspensão reduz a pressão de curto prazo, mas pode enfraquecer o compromisso com a disciplina fiscal. Já o governo entende que a medida é coerente com o desenho do arcabouço e reforça sua viabilidade operacional.

Equilíbrio fiscal em disputa até 2026

A decisão sobre a meta fiscal de 2025 deve orientar a política orçamentária até o julgamento do Plenário do TCU, em 2026. Se o tribunal restabelecer o foco no superávit de R$ 34,3 bilhões, o governo terá de rever cortes e metas. Portanto, até lá, a confiança nas contas públicas seguirá como teste central da credibilidade fiscal brasileira.

LinkedIn
Acesse nossos canais
Siga nas Redes Sociais
Leia Também
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco