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Núcleo da inflação segue alto, diz Haddad, e BC mantém política contracionista

Fernando Haddad afirmou nesta quarta-feira (15/10) que o núcleo da inflação ainda está acima do ideal e reconheceu que o Banco Central age de forma adequada ao manter a taxa Selic em 15%. Em mensagem enviada ao FMI, o ministro destacou que a política monetária segue restritiva e reforçou o compromisso do governo com estabilidade fiscal e justiça social.
Fernando Haddad fala sobre núcleo da inflação e política monetária do Banco Central.
Haddad afirma que o núcleo da inflação ainda pressiona preços e endossa a atuação do Banco Central. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

O núcleo da inflação segue pressionado no Brasil. A avaliação foi feita nesta quarta-feira (15/10) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em comunicado enviado à reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington. Segundo ele, o Banco Central (BC) age de forma adequada ao manter a política monetária contracionista, com o objetivo de reconduzir as expectativas à meta de 3%.

Haddad reconheceu que o núcleo da inflação continua “relativamente elevado”, o que reflete pressões persistentes sobre os preços e expectativas acima da meta. Ainda assim, considerou que o BC atua de modo compatível com o cenário atual. “A política monetária permanece em território contracionista, reforçando o compromisso firme do Banco Central do Brasil em cumprir a meta e reancorar as expectativas”, afirmou.

Núcleo da inflação e estabilidade monetária

A declaração ocorre após o Comitê de Política Monetária (Copom) manter a Selic em 15% na reunião de setembro. Esse é o maior patamar em quase duas décadas. O colegiado indicou que a taxa deve permanecer nesse nível por um período prolongado, até que a inflação volte ao centro da meta de 3%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 5,17% em 12 meses até setembro, frente a 5,13% em agosto. Embora a variação seja pequena, o dado reforça a necessidade de cautela na política monetária.

Apesar de críticas anteriores, quando classificou a Selic como “excessivamente restritiva”, Haddad adotou tom mais conciliador. Ele ressaltou que não questiona a autonomia do BC, mas apenas aponta o impacto dos juros sobre o crédito e o investimento.

Núcleo da inflação e estratégia fiscal

O ministro também tratou da política fiscal. De acordo com ele, o governo seguirá combinando responsabilidade orçamentária com políticas de justiça social e bem-estar. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém o compromisso de preservar o equilíbrio das contas públicas, mesmo em um cenário de pressão fiscal.

Haddad permaneceu em Brasília após a derrubada da Medida Provisória (MP) 1303/2025 sobre a taxação de aplicações. A proposta era considerada essencial para o ajuste fiscal de 2026. O revés aumentou o desafio político para a equipe econômica, que agora busca alternativas de receita.

Tensões globais e coordenação econômica

No comunicado ao FMI, Haddad também comentou o contexto internacional. Ele defendeu o fortalecimento de estruturas comerciais previsíveis e a redução de barreiras unilaterais que, segundo afirmou, dificultam o crescimento global. Além disso, destacou que o Brasil buscará equilibrar estímulo econômico e prudência fiscal, em sintonia com a estratégia de estabilidade do Banco Central.

Perspectiva para o núcleo da inflação no curto prazo

A persistência do núcleo da inflação mantém o foco do BC em conter novas pressões de preços. Segundo analistas, enquanto os índices subjacentes não cederem de forma consistente, a autoridade monetária deve preservar a Selic em 15%. Assim, o processo de convergência da inflação tende a ser gradual, sustentado por uma política fiscal prudente e por um ambiente global ainda incerto.

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