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Restrições às terras-raras: FMI vê riscos globais, mas China rebate

As restrições da China às terras-raras provocaram reação internacional e alerta do FMI. Durante as reuniões em Washington (17/10), Pequim tentou suavizar a percepção de escalada, enquanto Kristalina Georgieva advertiu que um bloqueio no fluxo desses minerais teria impacto material sobre o crescimento mundial.
restrições da China às terras-raras afetam economia e comércio global
As restrições da China às terras-raras provocaram alerta do FMI sobre o risco ao crescimento global. Em contrapartida, oficiais do governo chinês buscam reduzir preocupações com as novas medidas. (Imagem: USDA-ARS)

As restrições da China às terras-raras, anunciadas neste mês, tornaram-se um dos principais pontos de tensão econômica global. Na última sexta-feira (17/10), durante as reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial em Washington, autoridades chinesas tentaram conter o desgaste diplomático e argumentaram que as medidas não representam bloqueio total às exportações.

Segundo Wang Wentao, Ministério do Comércio da China, as novas restrições às exportações de terras-raras buscam criar um “mecanismo de longo prazo” e se destinam a usos estratégicos. O órgão reiterou que pedidos de exportação para fins civis ainda podem ser aprovados, mas países parceiros temem impactos nas cadeias de produção de tecnologia e energia limpa.

Entenda mais sobre o que são e para que servem os elementos de terras-raras:

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FMI vê risco global nas restrições às terras-raras

O FMI, porém, expressou preocupação. A diretora-geral Kristalina Georgieva afirmou que as restrições no fluxo global de terras-raras teria “impacto material sobre o crescimento”. Além disso, ela acrescentou que o desempenho da economia mundial segue abaixo do necessário, pressionado por uma “nuvem de incerteza” que se tornou o novo normal.

Em paralelo, Pequim tenta conter o isolamento político causado pelas restrições às terras-raras. Por isso, delegações chinesas vêm realizando encontros bilaterais com representantes dos Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha.

O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, declarou estar confiante de que o diálogo entre Donald Trump e Xi Jinping pode restabelecer a cooperação. Já o Ministro das Finanças do Japão, Katsunobu Kato, advertiu que respostas precipitadas poderiam gerar um “ciclo de retaliações”.

Perspectiva global sobre as restrições

Especialistas veem as restrições da China às terras-raras como sinal de que o país passou a usar sua posição dominante no setor como instrumento estratégico. Em entrevista à Bloomberg, o analista Logan Wright, do Rhodium Group, explicou que essa política cria vulnerabilidades adicionais nas economias dependentes desses minerais.

Com o FMI pressionando por estabilidade e os EUA buscando negociação, o impasse tornou-se teste direto para o equilíbrio do comércio mundial.

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