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Déficit fiscal europeu atinge 2,9% do PIB no 2º trimestre de 2025

O déficit fiscal europeu chegou a 2,9% do PIB no segundo trimestre de 2025, informou o Eurostat. O dado mostra estabilidade da zona do euro em -2,7% do PIB, mas revela avanço dos gastos governamentais, o que pode reduzir o espaço para novas medidas de estímulo.
Déficit fiscal europeu 2º trimestre 2025 Eurostat
D Em proporção ao produto interno bruto, a receita pública chegou a 46,7%, enquanto a despesa subiu para 49,4% do PIB, segundo o Eurostat. (Foto: Freepik)

O déficit fiscal europeu atingiu 2,9% do PIB no segundo trimestre de 2025, de acordo com dados oficiais do Eurostat, publicados nesta terça-feira (21/10). O resultado representa leve aumento em relação ao trimestre anterior, quando havia ficado em 2,8%, refletindo o avanço das despesas públicas em ritmo similar ao das receitas. Na zona do euro, o saldo fiscal permaneceu estável em -2,7% do PIB, consolidando o segundo trimestre consecutivo dentro dos limites estabelecidos pelas regras fiscais da União Europeia.

O Eurostat destaca que tanto a receita governamental quanto a despesa total cresceram cerca de €21 bilhões na comparação trimestral. Em proporção ao produto interno bruto, a receita pública chegou a 46,7%, enquanto a despesa subiu para 49,4% do PIB. Essa simetria explica a ausência de melhora do saldo fiscal agregado. No conjunto da União Europeia, a dívida pública europeia continua elevada, limitando o espaço para políticas de estímulo em 2025.

Déficit fiscal europeu e contraste entre grandes economias

A leitura dos números do déficit fiscal europeu evidencia divergências marcantes entre os países. Entre as grandes economias:

  • Alemanha: déficit de 2,1% do PIB, dentro das metas do Pacto de Estabilidade e Crescimento;
  • França: 5,4% do PIB, o maior déficit entre as nações centrais;
  • Itália: 4,6% do PIB, ainda pressionada por juros elevados e dívida alta;
  • Espanha: 4,4% do PIB, sem melhora frente ao trimestre anterior.

Chipre (+1,5%) e Irlanda (+0,7%) registraram superávits, reforçando a heterogeneidade fiscal dentro do bloco. A combinação de um déficit fiscal elevado e endividamento crescente mantém sob observação os spreads soberanos e o risco de crédito na Europa, especialmente em países do sul.

Consolidação fiscal e regras da União Europeia

Desde 2024, as regras fiscais da União Europeia voltaram a vigorar após a suspensão durante a pandemia. O pacto estabelece limites de 3% para o déficit e 60% para a dívida pública em relação ao PIB. Com o desempenho atual, a UE permanece dentro da margem formal, mas os gastos crescentes e a desaceleração do crescimento ameaçam a consolidação fiscal europeia.

De acordo com o Eurostat, o comportamento das contas públicas no segundo trimestre mostra que os governos mantêm políticas de suporte à economia, enquanto os custos de financiamento seguem altos. Esse cenário pressiona o equilíbrio entre austeridade e investimento público, tema central do debate europeu desde 2022, e pauta importante no déficit fiscal.

Desafios para o equilíbrio orçamentário e fluxo de capitais

A manutenção do déficit governamental europeu próximo ao limite de 3% indica uma fase de estabilização fiscal, mas também evidencia restrições para novas medidas de estímulo. O avanço da dívida pública europeia, especialmente em França e Itália, pode elevar os spreads soberanos e limitar a capacidade de reação a choques econômicos.

Analistas avaliam que a menor folga fiscal tende a redirecionar parte do fluxo de capitais emergentes, à medida que investidores buscam mercados com maior retorno relativo. Ainda que o desempenho médio da zona do euro seja considerado sustentável, o contraste entre países do norte e do sul mantém o tema fiscal no centro da agenda da Comissão Europeia. O quadro atual do déficit fiscal europeu consolida o bloco dentro dos parâmetros legais, mas deixa evidente que o ajuste estrutural europeu ainda está longe de concluído.

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