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Finanças públicas do Reino Unido ampliam déficit e acendem alerta global

Divulgado em 21/10 pelo ONS, o relatório de finanças públicas do Reino Unido mostra déficit de £17,1 bilhões em setembro. O aumento do endividamento pressiona os juros dos gilts e reacende o debate global sobre espaço fiscal e reflexos nas moedas emergentes.
Finanças públicas do Reino Unido e endividamento britânico em setembro de 2025
O relatório de 21/10 do ONS mostrou aumento do déficit britânico em setembro, reacendendo o debate global sobre juros e risco fiscal. (Imagem: Freepik)

O relatório de finanças públicas do Reino Unido, divulgado nesta terça-feira (21/10) pelo Office for National Statistics (ONS), mostrou que o governo britânico ainda enfrenta forte pressão fiscal. Segundo o relatório, o setor público (excluídos bancos) tomou £17,1 bilhões (R$ 124,05 bilhões) emprestados, valor £2,8 bilhões (R$ 20,33 bilhões) acima do registrado em setembro de 2024.

O resultado segue o padrão de alta observado desde o início do exercício 2025/26 e indica que o espaço fiscal da premiê Rachel Reeves continua estreito, mesmo após ajustes graduais de gasto. A dívida pública britânica chegou a £2,77 trilhões, o equivalente a 98,2% do PIB, um dos níveis mais altos entre as economias do G7.

Finanças públicas do Reino Unido e pressão sobre o mercado

Os dados do ONS detalham um avanço desigual entre gastos e receitas:

  • Despesas públicas: £99,1 bilhões em setembro (+5,8% ano a ano);
  • Receitas fiscais: £86,2 bilhões (+4,4% no mesmo período);
  • Pagamentos de juros: £6,6 bilhões, queda anual de £1,9 bilhão;
  • Dívida total: £2,77 trilhões (98,2% do PIB).

Apesar da leve queda nos juros pagos, o ONS destaca que o alívio é temporário, pois o Banco da Inglaterra (BoE) mantém a taxa básica em 4,75%. Isso limita o espaço para reduzir o custo da dívida e pressiona o plano fiscal do governo Reeves.

Analistas do Barclays afirmam que o resultado “reforça o desafio do governo Reeves em equilibrar estímulos e prudência fiscal”. Já o ING avalia que os juros de 10 anos dos gilts, acima de 4,5%, “refletem o ceticismo do mercado quanto à sustentabilidade da dívida”.

Segundo a economista Jessica Barnaby, do ONS, “os níveis de endividamento continuam acima do pré-pandemia, refletindo pressões persistentes sobre o gasto público.”

Endividamento britânico reacende debate global

O relatório de finanças públicas do Reino Unido provocou reação imediata nos mercados:

  • Libra esterlina: recuo leve frente ao dólar;
  • Títulos de longo prazo (gilts): alta nos rendimentos;
  • Bolsas europeias: queda na abertura, diante do temor de juros altos prolongados.

De acordo com a Capital Economics, “a elevação do déficit aumenta o prêmio de risco exigido nos gilts, o que tende a sustentar o dólar e reduzir o apetite por moedas emergentes.”

No Brasil, o reflexo costuma aparecer na oscilação do câmbio e no fluxo de capitais para a B3, já que o Reino Unido é referência global para o custo de financiamento soberano.

Leitura fiscal e implicações para economias maduras

Para o governo Reeves, o desafio será conter gastos sem comprometer o investimento público, pilar do plano de crescimento. O Office for Budget Responsibility (OBR) prevê que o déficit pode chegar a £86 bilhões até março de 2026, superando a meta fiscal. Mesmo assim, o Tesouro mantém a estratégia de ajuste gradual, preservando projetos de infraestrutura e transição verde.

Além disso, a combinação de dívida elevada, inflação próxima de 3% e juros persistentes mantém o Reino Unido sob vigilância dos mercados. Esse cenário reforça o debate sobre o espaço fiscal em economias maduras e pode redefinir o comportamento dos investidores globais diante do risco de novas pressões cambiais.

Reflexos das finanças públicas do Reino Unido nas moedas globais

O aumento do déficit britânico reacende a discussão sobre o risco fiscal global e fortalece a percepção de que os juros altos vieram para ficar nas economias desenvolvidas. Para emergentes como o Brasil, isso implica maior sensibilidade a variações nos gilts e volatilidade no câmbio.

Caso o ajuste britânico desacelere, o fluxo para ativos de risco tende a diminuir — e o impacto poderá ser sentido nas próximas semanas nos pregões da B3.

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