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Idosos perderam US$ 4,8 bi de dólares para golpes online nos EUA em 2024, aponta estudo do FBI

O relatório do FBI sobre crimes cibernéticos de 2024 mostra que golpes online custaram US$ 4,8 bilhões a americanos com mais de 60 anos. O número de denúncias cresceu 46%, revelando a vulnerabilidade digital de uma geração que migrou para o ambiente online sem preparo técnico.
Alerta digital representando fraudes online e crimes cibernéticos
Golpes online se tornaram o crime financeiro que mais cresce entre idosos ao redor do mundo, segundo o FBI, impulsionadas pela digitalização e pela falta de preparo técnico (imagem: Freepik)

Os golpes online alcançaram patamar inédito entre os norte-americanos com mais de 60 anos, segundo o Relatório 2024 do Internet Crime Complaint Center (IC3), órgão ligado ao Federal Bureau of Investigation (FBI). O documento anual aponta US$ 4,885 bilhões em perdas financeiras causadas por golpes digitais apenas nesse grupo etário — um salto de 43 % sobre o ano anterior e a maior cifra já registrada desde a criação do IC3, em 2000.

Foram 147 mil denúncias, um aumento de 46 % em relação a 2023. O valor médio perdido por vítima foi de US$ 83 mil, e mais de 7,5 mil pessoas informaram prejuízos acima de US$ 100 mil. Em um país com envelhecimento acelerado, o relatório chama atenção para um fenômeno silencioso: a digitalização da rotina de aposentados, combinada à sofisticação técnica dos criminosos, tornou-os o elo mais exposto da economia digital.

Golpes sofisticados e prejuízos bilionários

As fraudes de investimento falso foram as mais devastadoras, acumulando US$ 1,83 bilhão em perdas. Em seguida vieram as golpes de suporte técnico, com US$ 982 milhões, e os golpes de romance e confiança, responsáveis por US$ 389 milhões.

Segundo o FBI, a engenharia social é o traço comum entre todos esses golpes online. Em vez de invadir sistemas, os fraudadores manipulam emoções — exploram confiança, medo e urgência. Para isso, criam sites falsos, simulam atendimentos bancários e chegam a se passar por familiares em aplicativos de mensagens. A promessa de lucro rápido ou de ajuda imediata funciona como isca perfeita para quem ainda se adapta ao ambiente digital.

O relatório também evidencia o papel crescente das criptomoedas. O uso de ativos digitais para mascarar transferências ilegais se tornou padrão para golpes online. No total, as perdas associadas a moedas virtuais ultrapassaram US$ 9,3 bilhões em 2024, alta de 66 % sobre 2023. Um novo recorde histórico.

O desafio do envelhecimento digital

O FBI relaciona o aumento das golpes online ao avanço da digitalização de serviços financeiros e de consumo. O uso intensivo de aplicativos bancários e plataformas de investimento, sem o devido preparo técnico, ampliou a exposição de pessoas mais velhas a armadilhas digitais. Essa lacuna criou, segundo o IC3, um público altamente conectado e, ao mesmo tempo, desprotegido.

Desde 2000, o IC3 já recebeu mais de nove milhões de denúncias contra golpes online de todos os tipos, número que dimensiona o impacto econômico e social dos crimes cibernéticos. Para B. Chad Yarbrough, diretor de Operações Criminais e Cibernéticas do FBI, “fraudes e golpes continuam evoluindo, mas a missão do FBI permanece: proteger o dinheiro e os dados dos cidadãos americanos.”

Em 2024, a equipe de recuperação de ativos da agência conseguiu congelar US$ 560 milhões desviados. A operação Level Up, focada em fraudes com criptomoedas, evitou novas perdas e identificou redes criminosas que atuavam simultaneamente em diversos estados.

Situação dos golpes online no Brasil e panorama comparativo

No Brasil, embora não exista um levantamento com a mesma abrangência do IC3, as tendências seguem linha semelhante. De acordo com a Serasa Experian, as tentativas de fraudes e golpes online contra pessoas com mais de 60 anos cresceram 11,9 % em 2024 na comparação com o ano anterior. O Disque 100, canal da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, também registrou aumento das denúncias de crimes financeiros ligados a idosos.

A ausência de dados consolidados sobre valores perdidos mostra, porém, um desafio de mensuração. Assim como nos Estados Unidos, a combinação de inclusão digital tardia e desinformação sobre segurança favorece a expansão das fraudes online, exigindo que políticas de alfabetização digital ganhem prioridade. Plataformas como Whatsapp, e recursos digitais, como o Pix, estão entre as principais áreas de atuação de criminosos digitais.

Confira dicas para se proteger de golpes online no Pix:

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Golpes online: Quando a confiança se transforma em risco

O relatório do FBI encerra com uma constatação preocupante: os golpes online deixaram de ser delitos ocasionais e se tornaram um mercado sofisticado e globalizado. Os criminosos agem com estrutura, escala e tecnologia. No centro desse sistema está a confiança — elemento essencial da vida digital e, ao mesmo tempo, o ponto mais fácil de explorar.

Formar cidadãos digitalmente conscientes é o novo imperativo. Sem preparo, o usuário continua sendo o alvo de golpes online, o mais rentável de um modelo de crime que avança na mesma velocidade da inovação tecnológica.

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