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Talco cancerígeno: aumento de processos contra a Johnson & Johnson

A Johnson & Johnson enfrenta 73.570 ações judiciais relacionadas ao talco cancerígeno, alta de 17% em menos de um ano. O aumento ocorre após a Justiça dos EUA rejeitar um acordo de US$ 9 bilhões proposto pela empresa. Segundo a Bloomberg Intelligence, o passivo pode chegar a US$ 11 bilhões, afetando o desempenho financeiro e a reputação da companhia. A J&J mantém que o produto é seguro e prepara novos julgamentos em diversos estados americanos.
Fachada da sede da Johnson & Johnson nos Estados Unidos, relacionada ao aumento de ações sobre talco cancerígeno.
A Johnson & Johnson enfrenta alta de 17% em ações judiciais sobre o caso do talco cancerígeno após rejeição de acordo bilionário, ampliando riscos financeiros e judiciais da companhia. (Imagem: Wikimedia)

A Johnson & Johnson (J&J) registrou um aumento de 17% nas ações judiciais ligadas ao suposto talco cancerígeno que a empresa comercializou por décadas. O aumento ocorre após o fracasso de sua mais recente tentativa de acordo global em tribunal de falências, conforme revelaram documentos entregues à Securities and Exchange Commission (SEC) até setembro deste ano.

A empresa enfrenta 73.570 processos de consumidores que alegam ter desenvolvido câncer pelo uso do produto, ante 62.830 em dezembro de 2024. Assim, a escalada judicial ocorre após a Justiça de Houston rejeitar o plano da companhia para encerrar as demandas por US$ 9 bilhões.

Conforme publicado pelo Bloomberg, os processos podem ultrapassar 93 mil casos, o que elevaria o custo total para até US$ 11 bilhões. Dessa forma, o avanço reacende preocupações sobre o impacto do talco cancerígeno no passivo da multinacional e pressiona sua governança financeira.

Ações judiciais em alta e riscos financeiros com o talco cancerígeno

O aumento das ações judiciais ocorre em meio a uma sequência de derrotas da companhia. No início de outubro, um júri da Califórnia condenou a Johnson & Johnson a pagar US$ 966 milhões à família de uma consumidora que atribuiu seu câncer de ovário ao uso prolongado do talco. Até agora, a empresa já desembolsou US$ 3 bilhões em acordos nos casos do talco cancerígeno.

Porém, a J&J reafirma que não pretende pagar mais do que os US$ 9 bilhões ofertados no processo de falência.

“O aumento pressiona a Johnson & Johnson a buscar outro acordo global, pois o impasse tende a se aprofundar e gerar custos ainda maiores”, avaliou Carl Tobias, professor da University of Richmond, em entrevista à Bloomberg.

Confira no vídeo mais informações sobre as ações judiciais do caso do talco cancerígeno da Johnson & Johnson:

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Defesa da Johnson & Johnson e novos julgamentos

A empresa mantém a posição de que o talco não é cancerígeno e que seus produtos nunca contiveram amianto.

O vice-presidente jurídico da J&J, Erik Hass, afirmou que “volume não significa mérito; trata-se de um desdobramento esperado após nosso retorno ao sistema judicial comum”.

Após três tentativas frustradas de acordo via falência, a companhia prepara novos julgamentos em Califórnia, Pensilvânia, Geórgia, Illinois e Flórida, além do processo federal em Nova Jersey.

Risco crescente para o negócio de talco da J&J

O caso do talco cancerígeno pode ampliar o passivo judicial e comprometer resultados da Johnson & Johnson de 2025 e 2026. Embora o produto tenha sido descontinuado em 2023 e substituído por uma versão à base de amido de milho, o litígio segue como um dos maiores desafios da história corporativa da companhia.

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