O Plano de negócios da Petrobras para o período 2026–2030 foi divulgado na noite desta quinta-feira (27/11) e prevê investimentos de US$ 109 bilhões, estruturando uma agenda voltada ao aumento da produção de petróleo e gás. A estatal estima expansão operacional em um ambiente de Brent moderado, o que exige disciplina financeira e redução de custos.
Segundo o planejamento, a produção de petróleo pode alcançar até 2,7 milhões de barris por dia em 2030, impulsionada pela entrada de novos FPSOs no pré-sal e pela perfuração de cerca de cem poços complementares. Já a oferta de gás natural tende a atingir 67 milhões de m³/dia, fortalecendo o mercado interno. Para sustentar essa trajetória, a Petrobras trabalha com redução média de 8,5% dos gastos operacionais e prevê a convergência da dívida bruta para US$ 65 bilhões ao final da década.
Plano de negócios da Petrobras e a expansão industrial
O Plano de negócios da Petrobras dedica US$ 16 bilhões à ampliação da capacidade industrial, incluindo modernizações em refino, obras de logística e novos projetos de infraestrutura. O objetivo é reforçar o abastecimento e acompanhar o crescimento da produção.
Principais indicadores dessa frente industrial:
- Modernizações em REPLAN, REFAP, REGAP, RPBC e RNEST: Atualizações nas refinarias e unidades de processamento para elevar eficiência e qualidade dos derivados.
- Segundo trem da RNEST previsto para 2029: Novo módulo que amplia a capacidade da refinaria e reforça a produção de combustíveis.
- Novos dutos e ampliações em tancagens estratégicas: Expansão da infraestrutura para melhorar o escoamento e o armazenamento de derivados.
- Construção de navios e barcaças: Reforço da frota marítima usada no transporte de combustíveis e no apoio às operações.
- Maior capacidade de escoamento de derivados: Projetos que agilizam a distribuição a partir das refinarias e reduzem gargalos logísticos.
A estatal aponta que esse conjunto de ações melhora eficiência, aumenta oferta e reforça a estabilidade do abastecimento interno.
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Plano de negócios da Petrobras e a agenda de baixo carbono
Segundo o Plano de negócios da Petrobras, a estatal vai destinar US$ 13 bilhões à agenda de baixo carbono, voltada à expansão de biocombustíveis e ao desenvolvimento de tecnologias de redução de emissões. A empresa indica que essas iniciativas complementam a atuação central em petróleo e gás.
Da divisão dos recursos e principais indicadores dessa frente de transição energética, dentro do planejamento estratégico da Petrobras, temos
- US$ 4,8 bilhões em biocombustíveis e bioprodutos (etanol, biodiesel, biometano, diesel renovável e SAF).
- US$ 3,1 bilhões para energia solar, eólica onshore, hidrogênio e captura de carbono.
- US$ 4,3 bilhões destinados à descarbonização operacional.
- P&D em baixo carbono deve atingir 40% do orçamento ao final do período.
- Metas que reduzem emissões ao longo de toda a cadeia produtiva.
Esse bloco adiciona alternativas de menor intensidade ambiental ao portfólio e prepara a companhia para exigências crescentes no mercado global de energia.
Diretrizes e próximos passos
A etapa final do planejamento estratégico da Petrobras integra expansão da produção, modernização industrial, reforço da logística e investimentos em baixo carbono. A Petrobras projeta preservar competitividade em um cenário internacional volátil, combinando investimentos amplos com disciplina financeira.
Esse equilíbrio busca garantir que a empresa consiga responder às mudanças estruturais do setor energético ao longo da próxima década, enquanto sustenta a oferta necessária ao país.
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