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Rombo das estatais em 2025 acumula R$ 6,35 bi até outubro e pressiona contas

Rombo das estatais chega a R$ 6,35 bilhões até outubro, aproximando o pior resultado da série do Banco Central. A crise dos Correios, a situação da Eletronuclear e fragilidades em outras empresas públicas ampliam a pressão sobre as contas federais e elevaram o bloqueio orçamentário deste mês para R$ 3 bilhões. Saiba mais lendo a matéria completa!
Rombo das estatais chega a R$ 6,35 bilhões até outubro
O rombo das estatais somou R$ 6,35 bilhões até outubro, conforme dados do Banco Central. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O rombo das estatais em 2025 chegou a R$ 6,35 bilhões até outubro, é o que informou o Banco Central nesta sexta-feira (28/11), aproximando o resultado do pior patamar já registrado pela série histórica iniciada em 2002. Como o desempenho negativo supera o limite autorizado para o período, o governo bloqueou R$ 3 bilhões neste mês para evitar descumprimento das regras fiscais. O cálculo usa o critério de variação da dívida, metodologia comum em análises internacionais e diferente do modelo orçamentário tradicional adotado pelo governo.

A crise fiscal em empresas públicas tem origem concentrada em companhias que enfrentam desgaste operacional e deterioração de receita. O Tesouro lista fragilidades adicionais em companhias como Casa da Moeda, Infraero e administrações portuárias de cinco estados, indicando que novas medidas podem ser necessárias caso o quadro continue a piorar. Esses riscos aparecem no Relatório de Riscos Fiscais e ajudam a explicar por que o rombo segue restrito, mas ainda crescente.

Rombo das estatais: impacto da crise dos Correios

A crise dos Correios ganhou dimensão central dentro do déficit das empresas públicas e ajuda a explicar por que o resultado fiscal das estatais continua pressionado. Os dados e avaliações disponíveis mostram:

  • Dependência de cobertura nacional, incluindo áreas economicamente inviáveis sem subsídio público.
  • Perdas superiores a R$ 4 bilhões no primeiro semestre de 2025.
  • Projeção de prejuízo acima de R$ 10 bilhões até o fim do ano, segundo autoridades federais.
  • Queda de receitas em serviços tradicionais e pressão da concorrência privada.
  • Custos logísticos mais altos, especialmente no atendimento a regiões remotas.
  • Obrigação de manter serviços universais, com tarifas mais baixas e menor margem de receita.
  • Ausência de debate sobre privatização, de acordo com o ministro Fernando Haddad.

Diante da deterioração contínua, a gestão dos Correios aprovou um plano de reorganização baseado em três eixos: reforço de liquidez, ajustes no modelo operacional e iniciativas voltadas ao crescimento. Além disso, a empresa projeta captar R$ 20 bilhões com um consórcio de bancos, medida que deve aliviar a pressão, mas que ainda não refletiu no rombo das estatais em 2025.

Outros focos de pressão no déficit das empresas públicas

Além dos Correios, outras empresas mantêm o rombo das estatais em patamar elevado em 2025. A Infraero opera com receitas menores após a concessão de aeroportos e enfrenta estruturas de custo que superam a arrecadação.

Já a Casa da Moeda trabalha com margem operacional mais estreita. Ela representa ponto de pressão no rombo das estatais em 2025 (mesmo com aumento de encomendas internas) enquanto administrações portuárias de Pará, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia e Rio de Janeiro exibem desempenho fraco e baixa capacidade de investimento.

A Eletronuclear é outro ponto sensível no rombo das estatais em 2025 devido ao pedido de aporte de R$ 1,4 bilhão ao Tesouro para sustentar operações e manter a estrutura de Angra 3, obra paralisada há uma década.

Estudos do O banco nacional do desenvolvimento (BNDES) estimam que concluir a usina custaria cerca de R$ 24 bilhões. Entretanto, abandonar o projeto poderia exigir desembolsos de magnitude semelhante, o que a mantém a estatal no centro das discussões sobre risco fiscal.

Panorama mais amplo do desequilíbrio financeiro

O desequilíbrio das empresas públicas tende a influenciar a política econômica porque reduz a margem do governo para sustentar investimentos e ampliar serviços essenciais.

Portanto, como o ambiente operacional segue pressionado em áreas estratégicas, a necessidade de ajustes se torna mais evidente. Especialmente se o rombo das estatais em 2025 continuar em trajetória ascendente.

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