O avanço do Pix na Black Friday, que aconteceu na sexta-feira (28/11), avança como peça central da virada tecnológica no varejo brasileiro. O dado mais recente do Banco Central (BC) revela 290 milhões de transações em apenas um dia de setembro, somando R$ 164,8 bilhões. Esse patamar consolida a preferência dos consumidores e mostra que o sistema instantâneo deixa de ser alternativa e passa a moldar a lógica das compras, sobretudo em períodos de grande demanda.
O uso diário por 73% dos brasileiros e a posição de método principal para 67% ajudam a explicar por que a data virou terreno fértil para a ascensão dos pagamentos digitais. Pesquisas indicam que, ao longo da semana promocional, jovens consumidores reforçam escolhas que priorizam rapidez e segurança. Esse comportamento se apoia em carteiras digitais, que operam com autenticação biométrica e criptografia, combinação capaz de garantir proteção em ambientes de alto tráfego.
Avanço do Pix na Black Friday com novas tecnologias
Dentro desse cenário, uma expressão ganha espaço: pagamento instantâneo. A projeção de Ebanx/PCMI indica que o Pix deve alcançar 44% do valor total do e-commerce até o fim de 2025, ultrapassando o cartão de crédito. Segundo Gustavo Siuves, da Azify, os recursos de segurança das wallets reduzem riscos e fortalecem a confiança durante compras intensas, quando falhas podem afastar consumidores.
A digitalização também avança no varejo físico. Oficializado em fevereiro, o Pix por aproximação permite uso direto via NFC, sem abrir aplicativos. Murilo Rabusky, da Lina Open X, afirma que a tecnologia pode reduzir abandono de carrinho, já que elimina etapas que antes atrasavam o checkout. Esse método surge como sinônimo direto da PK, pois combina agilidade com uma experiência fluida, apoiada em integração mobile, tokenização e pagamentos sem atrito.
Avanço do Pix na Black Friday no e-commerce
O desempenho observado na Black Friday de 2024, quando o Pix atingiu R$ 4,3 bilhões em transações, reforça a tendência apontada por especialistas. Para Rabusky, a inclusão da Jornada Sem Redirecionamento no ambiente online deve ampliar conversões, já que os consumidores evitam telas adicionais e finalizam a compra com mais previsibilidade.
A força do Pix se apoia em rotinas digitais que unem segurança reforçada, pagamentos rápidos e um ecossistema que integra varejo físico e plataformas de comércio eletrônico. Especialistas indicam que essa combinação tende a ampliar a confiança dos usuários, especialmente nas semanas de maior volume promocional.
Salto das soluções instantâneas no varejo
Essa transformação dialoga com uma estratégia maior, que envolve segurança digital, automação de cobrança e integração com plataformas de e-commerce. A expectativa é que o avanço do Pix na Black Friday produza efeitos diretos nos próximos meses e pressione empresas a investir em rotinas instantâneas. Esse movimento também deve ampliar a oferta de checkout simplificado, recurso valorizado em períodos de alta demanda. Na avaliação de analistas do setor, a força do método alcança até competidores tradicionais e abre espaço para ajustes de oferta, redução de custos e novas experiências de compra.











