Dono e executivos do Banco Master foram liberados pelo TRF-1 nesta sexta-feira (28/11), em decisão que substituiu a prisão por medidas cautelares, após a operação que investiga fraudes em títulos e CDBs ligados ao banco. A determinação alcança Daniel Vorcaro e quatro dirigentes, que estavam detidos desde a ação da Polícia Federal.
A desembargadora Solange Salgado entendeu que a adoção de tornozeleira eletrônica e restrições de contato assegura o andamento da investigação, que segue em curso. Embora o caso envolva valores expressivos e suspeitas de negociações irregulares, a magistrada avaliou que as cautelares mantêm controle suficiente para evitar interferências. Essa interpretação reforça o debate sobre controles internos, supervisão bancária e responsabilidade administrativa no setor financeiro.
Dono e executivos do Master nas medidas impostas
Os cinco liberados deverão comparecer periodicamente à Justiça, não poderão deixar seus municípios sem autorização e permanecem com passaportes retidos. Também estão proibidos de manter qualquer comunicação com investigados, testemunhas e funcionários. As condições estabelecidas dialogam com a gravidade atribuída às operações que envolvem papéis supostamente falsos, incluindo CDBs com promessa de retorno até 40% acima da taxa básica, segundo a investigação.
O Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial e ampliou a atenção sobre os procedimentos de governança, já que autoridades acusam a instituição de ofertar títulos incompatíveis com a rentabilidade declarada. Esse ponto ganhou relevância porque clientes e o Banco de Brasília aparecem entre os atingidos pelas verificações, conforme documentos anexados aos autos. Termos como risco operacional, compliance, supervisão prudencial, tesouraria, contabilidade, auditoria independente e conformidade regulatória tornaram-se centrais nessa apuração.
Dono e executivos do Master no foco jurídico
As defesas atuam paralelamente no STJ e no STF, onde contestam a competência da Justiça Federal para conduzir o caso. Os advogados sustentam que não há risco de fuga e afirmam que a liquidação do Master elimina qualquer possibilidade de ingerência dos executivos na atividade financeira. O argumento sustenta que a liquidação representa um encerramento operacional, porque o BC decretou a indisponibilidade dos bens dos controladores no dia da operação.
Estrutura administrativa em foco judicial
A partir daqui, o cenário envolve acompanhamento constante das medidas cautelares e dos desdobramentos administrativos sobre o banco. O caso tende a repercutir entre especialistas que acompanham risco de crédito e transparência em ativos privados. Esse debate também envolve efeitos no mercado de títulos bancários, especialmente após episódios que atingiram instituições médias.
O BC aparece nas análises porque reforça parâmetros de supervisão. A Petrobras surge em discussões sobre governança no setor financeiro, e esse ponto mostra como práticas de controle corporativo influenciam expectativas diante de decisões judiciais. No curto prazo, a discussão sobre o dono e executivos do Master permanece aberta, com efeitos potenciais sobre fiscalização e padrões de segurança no sistema.











