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Pobreza no Brasil cai em 2024 e 8,6 mi deixam condição vulnerável, aponta IBGE

A Síntese de Indicadores Sociais do IBGE aponta queda expressiva da pobreza no Brasil em 2024, com 8,6 milhões de pessoas deixando essa condição. Regiões, grupos raciais e perfis de emprego mostram diferenças marcantes, enquanto vínculos informais seguem associados aos maiores índices de pobreza. Saiba mais.
Carteira de trabalho em primeiro plano ilustrando vínculos formais e pobreza no Brasil em 2024.
A diferença entre vínculos formais e informais mostra como renda dá peso ao recuo da pobreza no Brasil (Foto: Reprodução)

A pobreza no Brasil apresentou uma das quedas mais fortes dos últimos anos, é o que mostra a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) nesta quarta-feira (03/12). O estudo confirma que 8,6 milhões de pessoas deixaram essa condição em 2024. Um movimento que, inclusive, mantém o ciclo de três anos de redução e marca o afastamento do pico visto em 2021, fase marcada pela retração econômica da pandemia.

Esse avanço tem duas bases principais. De um lado, o mercado de trabalho ampliou a renda das famílias, impulsionando a saída da pobreza. De outro, o nível dos programas sociais permaneceu elevado. O IBGE afirma que essa combinação foi decisiva para reduzir tanto a pobreza quanto a extrema pobreza no Brasil, já que os benefícios representam parcela essencial da renda das famílias mais vulneráveis.

Pobreza no Brasil: diferenças regionais e demográficas

A distribuição territorial da miséria no Brasil mudou com intensidade em 2024, com destaque para regiões historicamente mais sensíveis à oscilação econômica. Porém, antes dos números, é importante entender que esse recorte regional evidencia assimetrias antigas, reforçadas pela desigualdade de renda.

Principais dados regionais e demográficos da pobreza:

  • Nordeste: queda de 47,2% para 39,4% (–7,8 p.p.).
  • Sul: menor taxa nacional, com 11,2%.
  • Mulheres pobres: 24%; homens: 22,2%.
  • Pretos e pardos: 71,3% dos pobres e 56,8% da população.
  • Crianças (0 a 14 anos): 39,7% pobres; 5,6% extremamente pobres.
  • Idosos: pobreza de 8,3%, influenciada pelo peso da previdência.

O IBGE também mostra que, na ausência dos programas sociais, a desigualdade regional seria ainda maior. O índice de Gini (indicador que mede a desigualdade na distribuição de renda ou riqueza dentro de uma população) subiria com força no Norte e no Nordeste. Portanto, reforçando a dependência histórica dessas áreas em relação às políticas de transferência de renda.

Pobreza no Brasil e o impacto do mercado de trabalho

A fotografia da pobreza entre trabalhadores no Brasil revela como a estrutura de ocupação pesa na renda das famílias. A informalidade segue como porta de entrada para baixos rendimentos, enquanto setores intensivos em mão de obra continuam concentrando vulnerabilidade.

Dados centrais sobre ocupação e renda:

  • Trabalhadores pobres: 11,9% (12 milhões).
  • Sem carteira: 20,4% abaixo da linha.
  • Conta própria: 16%.
  • Carteira assinada: 6,7%.
  • Agropecuária: 29,3% de trabalhadores pobres.
  • Serviços domésticos: 22,9%.
  • Administração pública e saúde: 4,6%.

A diferença entre vínculos formais e informais ajuda a explicar por que a renda do trabalho teve peso decisivo no recuo da pobreza no Brasil, segundo o IBGE. E, além disso, deixa claro por que a vulnerabilidade permanece concentrada nas atividades de baixa proteção laboral.

Leia também: Taxa de desemprego no Brasil cai a 5,4% no trimestre até outubro, aponta IBGE

Caminhos para reduzir a vulnerabilidade

A trajetória recente indica melhora consistente, embora ainda cercada por desigualdades profundas entre regiões, grupos raciais e perfis ocupacionais. A continuidade desse avanço dependerá do comportamento do emprego formal, do efeito da política de salário mínimo e dos repasses sociais. Inclusive são elementos que, segundo o IBGE, foram decisivos para evitar retrocessos nos índices de pobreza no Brasil em 2024.

Em um contexto de recuperação gradual, a vulnerabilidade econômica no Brasil ainda define a passagem entre inclusão e exclusão no mercado de trabalho. Além disso, desdobramentos irão a orientar o debate público nos próximos meses.

Clique aqui e confira a Síntese de Indicadores Sociais publicado pelo IBGE na íntegra.

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