O apagão em São Paulo ainda afeta cerca de 800 mil casas na região metropolitana de SP. Desde a última quarta-feira (10/12), os ventos, que alcançaram 98,1 km/h, derrubaram árvores, telhados, postes e, como era de se esperar, provocaram prejuízos a economia. Segundo o FecomercioSP, as perdas de faturamento do setor de serviços e comércio já somam cerca de R$ 1,54 bilhão desde o início da interrupção no fornecimento de energia. Reflexo imediato do fechamento de lojas, paralisação de serviços e queda nas vendas por impulso.
O impacto sobre o comércio se concentrou, sobretudo, em estabelecimentos de rua, bares, restaurantes e pequenos varejistas, mais dependentes do fluxo presencial. De acordo com o levantamento do FecomercioSP, perdas nesses segmentos somam cerca de R$ 511 milhões.
Apagão em São Paulo e os efeitos no comércio e serviços
Além do varejo, o apagão em várias regiões de São Paulo atingiu serviços essenciais e cadeias de apoio à atividade econômica. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou que a falta prolongada de energia comprometeu o funcionamento de bombas, exigindo retomada gradual do abastecimento de água em bairros da capital.
Já nesta sexta-feira (12/12), a concessionária Enel Distribuição São Paulo ainda registrava cerca de 830 mil pontos sem energia na capital, indicando que parte relevante da economia urbana seguia operando em regime de contingência. Além disso, a empresa afirmou que, em vários locais, o reparo exige reconstrução completa da rede.
Logística e transporte aéreo seguem pressionados pelo apagão de São Paulo
Setores de serviço, especialmente de transporte, também sentiram os efeitos do apagão em São Paulo, com perdas estimadas em cerca de R$ 1 bilhão. Os aeroportos de Congonhas e Guarulhos registraram mais de 300 voos cancelados na quinta-feira (11/12). Além disso, só em Guarulhos, maior terminal do país, houve 61 chegadas e 56 partidas canceladas desde o início do evento climático, com normalização apenas parcial nos dias seguintes.
Essas interrupções geraram custos adicionais para companhias aéreas, empresas de logística e passageiros corporativos. Além disso, há atrasos em entregas sensíveis ao tempo, como cargas refrigeradas e insumos hospitalares. Embora não haja estimativa consolidada de perdas nesse segmento específico, o efeito indireto tende a se espalhar por cadeias produtivas que dependem do transporte aéreo.
Desdobramentos econômicos do apagão na capital paulista
O apagão em São Paulo recoloca no centro do debate econômico a vulnerabilidade da infraestrutura elétrica diante de eventos climáticos mais intensos. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) já cobrou explicações formais da Enel sobre a resposta ao vendaval, o que pode resultar em exigências adicionais de investimento e planos de contingência.
No curto prazo, empresas seguem arcando com custos extras de geradores, descarte de estoques e reorganização operacional. Já no médio e longo prazo, o episódio deve influenciar decisões regulatórias e elevar a pressão por redes mais robustas em casos semelhantes.











