O dólar sobe com ataque à Venezuela nesta segunda-feira (05/01), refletindo a reação dos mercados à escalada geopolítica na América Latina. Às 10h30, a moeda avançava 0,53%, cotada a R$ 5,452.
O avanço ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar uma ação militar no sábado (03/01). A ofensiva resultou na captura de Nicolás Maduro e de Cilia Flores, alterando o cenário político regional.
A alta do dólar ganhou tração porque investidores reduziram exposição a ativos de risco. Esse ajuste atingiu moedas emergentes, em meio à busca por proteção cambial e ativos considerados mais seguros.
No mercado acionário, o Ibovespa recuou ao longo da manhã. O índice da B3 chegou a cair 0,20%, aos 160.538 pontos, antes de amenizar perdas para 0,08%.
Dólar sobe com ataque à Venezuela e atinge câmbio e Bolsa
Analistas apontam que o dólar sobe com ataque à Venezuela diante do aumento da percepção de risco político. A América Latina voltou ao radar global após a ação direta dos EUA.
O impacto também se estendeu ao setor de energia. O petróleo reagiu com leve alta, sustentado pela incerteza sobre a oferta venezuelana e o futuro da produção local.
Trump afirmou que empresas norte-americanas irão explorar o petróleo venezuelano. Segundo ele, o regime anterior teria se apropriado da indústria de forma ilegal.
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Mercados ampliam cautela após ofensiva dos EUA
Estimativas indicam que ampliar a produção em 500 mil barris por dia exigiria ao menos US$ 10 bilhões. O prazo para esse aumento pode chegar a dois anos.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, declarou que uma potência não deve permitir que seu petróleo seja apropriado por adversários ideológicos. A fala reforçou o tom político do episódio.
Enquanto isso, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, divulgou comunicado no domingo (04/01). Ela convidou os EUA a cooperar dentro das normas do direito internacional.
Leitura ampliada sobre valorização do dólar em cenário externo
O dólar sobe com ataque à Venezuela em um contexto de juros globais elevados, fluxo estrangeiro cauteloso e sensibilidade a choques externos. Esse ambiente tende a manter volatilidade no câmbio e na Bolsa.
A combinação de tensão geopolítica, petróleo no centro do debate e incerteza institucional na região sugere que o avanço do dólar pode persistir no curto prazo, caso o impasse se prolongue.











