O lucro do PicPay ganhou tração em 2025 e passou a sustentar, com números concretos, a nova tentativa do banco digital de abrir capital nos Estados Unidos. Em documento protocolado para o IPO (Initial Public Offering, ou Oferta Pública Inicial), a companhia informou lucro de R$ 313,8 milhões nos nove meses encerrados em 30 de setembro, acima dos R$ 172 milhões registrados um ano antes.
Esse avanço ocorreu junto ao salto da receita total, que alcançou R$ 7,26 bilhões no período, frente a R$ 3,78 bilhões no mesmo intervalo do ano anterior. Assim, o desempenho financeiro reforça a estratégia do PicPay de acessar o mercado norte-americano. Plano que chegou a ser posto em prática em 2021, mas foi adiado quando as condições globais se deterioraram.
O crescimento do lucro do PicPay reflete a expansão da base de usuários e o aumento da monetização. Ao fim de setembro, a empresa contabilizava 42,1 milhões de clientes ativos, ante 37,5 milhões no ano anterior. Nesse cenário, a receita média trimestral por cliente ativo avançou de R$ 38,10 para R$ 65,40, enquanto o custo de servir subiu de R$ 16,80 para R$ 17,80. Portanto, indicando ganho operacional apesar da pressão de custos.
Lucro do PicPay: números que sustentam o IPO
- Lucro líquido (9 meses): R$ 313,8 milhões
- Receita total: R$ 7,26 bilhões
- Clientes ativos: 42,1 milhões
- Receita média por cliente: R$ 65,40 por trimestre
- Custo de servir: R$ 17,80
- TPV: R$ 392,46 bilhões, alta de quase 32% em base anual
Além disso, o PicPay registrou volume total de pagamentos de R$ 392,46 bilhões nos nove meses até setembro de 2025.
Controlado pela J&F, grupo que também detém a JBS, o PicPay pretende listar suas ações na Nasdaq sob o ticker “PICS”. Segundo o prospecto, os recursos do IPO serão destinados a capital de giro, despesas operacionais, exigências regulatórias e investimentos. Nesse contexto, o lucro do PicPay surge como pilar central para convencer investidores em um mercado ainda marcado por volatilidade.











