As taxas dos DIs fecharam a segunda-feira (05/01) em direções opostas, com queda nos vencimentos curtos e alta nos contratos longos, após a repercussão do ataque dos Estados Unidos à Venezuela e da prisão de Nicolás Maduro.
O mercado iniciou o dia em alerta, refletindo a incerteza geopolítica gerada pela captura do líder venezuelano por forças norte-americanas no sábado (03/01). Esse cenário elevou a aversão ao risco nas primeiras horas, pressionando o dólar e os juros futuros. Contudo, ao longo da sessão, houve acomodação dos preços.
No fechamento, os números mostraram comportamento distinto ao longo da curva:
- DI (Depósito Interbancário) janeiro de 2028: 12,99%, queda de 5 pontos-base
- DI janeiro de 2035: 13,485%, alta de 6 pontos-base
- Máxima intradiária do DI 2028: 13,090%
- Máxima do DI 2035: 13,505%
Taxas dos DIs e a leitura do mercado
Segundo analistas, a cautela inicial deu lugar a uma leitura mais racional dos riscos. A avaliação é que ainda não há clareza sobre os efeitos políticos e econômicos da saída de Maduro, especialmente sobre o petróleo, setor sensível devido às reservas venezuelanas.
No exterior, os rendimentos dos Treasuries recuaram, com o título de dez anos em 4,1593%, influenciando a perda de força da curva local. Além disso, o boletim Focus indicou estabilidade nas expectativas de inflação e manutenção da Selic projetada para 2026 em 12,25%, o que ajudou a limitar oscilações adicionais nas taxas dos DIs.











