A Anvisa proíbe fórmulas da Nestlé e determinou a retirada imediata de lotes específicos do mercado após identificar risco de contaminação por cereulide, uma toxina bacteriana. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, veta a comercialização, a distribuição e o uso dos produtos afetados no Brasil.
A medida alcança fórmulas infantis das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino. Segundo a agência, a ação tem caráter preventivo e busca reduzir qualquer exposição de bebês a um possível risco sanitário associado à ingestão da toxina.
De acordo com a Anvisa, a cereulide é produzida pela bactéria Bacillus cereus e pode causar vômito persistente, diarreia e letargia, quadro que inclui sonolência excessiva e dificuldade de resposta. Por isso, a autoridade sanitária optou por uma intervenção imediata, mesmo sem registros confirmados de intoxicação até o momento.
A origem do problema está ligada a um ingrediente utilizado na produção das fórmulas. A Nestlé informou que identificou a toxina em uma mistura de óleos fornecida por um parceiro global terceirizado. A partir dessa constatação, a empresa iniciou um recolhimento voluntário internacional, que envolve mais de 30 países.
Em nota, a companhia afirmou que não há casos reportados de efeitos adversos relacionados aos produtos e que mantém ações voltadas à segurança alimentar e ao bem-estar de bebês e famílias. Ainda assim, a Anvisa proíbe fórmulas da Nestlé incluídas nos lotes listados como medida de precaução regulatória.
Para pais e responsáveis, a orientação é clara: verificar o número do lote impresso no rótulo. Caso o produto esteja entre os recolhidos, o consumo deve ser suspenso imediatamente. A Nestlé disponibilizou canais de atendimento para troca ou devolução, por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor.
Leitura ampliada sobre a restrição da Anvisa
No cenário atual, a decisão em que a Anvisa proíbe fórmulas da Nestlé reforça a vigilância sobre cadeias globais de suprimentos e ingredientes terceirizados. O episódio tende a ampliar o escrutínio regulatório sobre fornecedores e processos industriais, ao mesmo tempo em que pressiona fabricantes a reforçar controles preventivos para manter a confiança do consumidor.











