O petróleo venezuelano entrou no centro da estratégia energética e política dos Estados Unidos. O secretário de Energia, Chris Wright, afirmou que o governo norte-americano pretende vender o óleo da Venezuela e depositar os recursos em contas controladas pelos EUA, com parte da produção destinada ao mercado doméstico.
A declaração foi feita durante a conferência anual de energia do Goldman Sachs, em Miami, marcando a primeira manifestação pública de Wright após a retirada de Nicolás Maduro do poder. Segundo ele, o plano inclui vender petróleo venezuelano tanto para refinarias americanas quanto para o mercado global, usando o controle das vendas como instrumento de pressão política direta.
Leia também: Petróleo da Venezuela amplia incertezas no mercado após captura de Maduro
Controle do petróleo venezuelano como instrumento de pressão
Nesse cenário, o secretário foi explícito ao afirmar que os Estados Unidos precisam controlar o petróleo venezuelano para influenciar mudanças no país. Para Wright, a Venezuela só passará por transformações se Washington exercer alavancagem sobre sua principal fonte de receita externa.
Além disso, o governo dos EUA projeta aumento da produção. De acordo com Wright, a produção petrolífera venezuelana pode crescer em várias centenas de milhares de barris adicionais no curto e médio prazo. Para viabilizar esse avanço, os EUA pretendem criar um ambiente favorável à entrada de empresas americanas no setor.
O plano também envolve a importação de peças, equipamentos e serviços para reconstruir a indústria petrolífera da Venezuela. Segundo Wright, o petróleo que será entregue aos Estados Unidos virá de estoques, conforme anunciado pelo presidente Donald Trump.











