O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (8), após dados econômicos dos Estados Unidos e com a expectativa em relação aos próximos números de inflação no Brasil. O dólar à vista encerrou a sessão cotado a R$ 5,3890, registrando uma alta de 0,04%. Esse movimento seguiu a tendência observada em mercados internacionais. Até as 17h (horário de Brasília), o DXY, índice que compara o dólar a outras seis moedas globais, subiu 0,24%, alcançando 98.922 pontos.
Fatores que influenciaram a alta do dólar
Primeiramente, o principal motivo para a valorização do dólar foi o aumento nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Isso porque os dados econômicos, principalmente os relacionados ao comércio e ao emprego, influenciaram os rendimentos dos Treasurys, que subiram, impactando diretamente o valor da moeda americana.
Além disso, no cenário comercial, o déficit dos EUA teve uma forte redução em outubro. De fato, a diminuição foi de 39%, caindo para US$ 29,4 bilhões, o menor nível desde 2009. Isso ocorreu principalmente devido à queda nas importações. Antes disso, economistas consultados esperavam que o déficit comercial aumentasse, mas a divulgação do relatório foi adiada por causa da paralisação de parte do governo, o que também adicionou incerteza ao mercado.
Dados do mercado de trabalho
Ainda assim, no campo do mercado de trabalho, a quantidade de pedidos de auxílio‑desemprego nos EUA aumentou levemente. Especificamente, na semana encerrada em 3 de janeiro, o número de novos pedidos subiu para 208.000, com um incremento de 8.000 em relação à semana anterior, segundo dados oficiais.
Além disso, os rendimentos dos Treasurys variam conforme a expectativa do mercado sobre a política de juros do Federal Reserve (Fed). Nesse contexto, os juros nos EUA estão na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, e os investidores monitoram de perto as possíveis mudanças nas taxas.
Por isso, o mercado também aguarda o relatório oficial de empregos, conhecido como payroll, que será divulgado amanhã (9). Esse relatório é uma referência importante para o Fed, pois fornece informações detalhadas sobre a saúde do mercado de trabalho norte‑americano.
Ação militar dos EUA na Venezuela
Ainda por cima, a recente ação militar dos Estados Unidos na Venezuela tem continuado a afetar o humor dos mercados. Por exemplo, em entrevista ao New York Times, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA devem supervisionar a Venezuela e controlar os recursos petrolíferos venezuelanos por anos. Isso, portanto, adiciona mais fatores de incerteza ao cenário financeiro.
Expectativa pela inflação no Brasil
Enquanto isso, no Brasil, o mercado também se concentra nos dados de inflação. Assim, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro será divulgado amanhã, e espera‑se que o indicador mostre uma aceleração de 0,33% na comparação mensal, encerrando o ano com inflação acumulada de 4,27%. Embora esse percentual fique abaixo do limite da meta do Banco Central, ele ainda estará acima do centro da meta, que é de 3%.
Além disso, o cenário doméstico foi impactado pelos números da produção industrial. De acordo com o IBGE, a produção industrial ficou estável em novembro, frustrando a expectativa de crescimento de 0,2%. Em comparação, contra o mesmo mês do ano anterior, houve uma queda de 1,2%, o que sugere um enfraquecimento nesse setor importante da economia brasileira.











