Inflação global de alimentos recua em dezembro, mas acumulou alta em 2025, diz FAO

A inflação global de alimentos recuou em dezembro, mas acumulou alta em 2025, refletindo pressões em óleos vegetais, laticínios e carnes, segundo a FAO. Continue lendo e saiba mais.
Inflação global de alimentos em 2025 é influenciada pela variação dos preços internacionais de carnes, cereais, óleos vegetais e açúcar
A inflação global de alimentos em 2025 segue pressionada no acumulado do ano, apesar do recuo dos preços mundiais registrado em dezembro, segundo a FAO. (Foto: Reprodução)

A inflação global de alimentos em 2025 apresentou um movimento misto ao longo do ano, com desaceleração no curto prazo, mas pressão acumulada no período. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (09/01), os preços internacionais dos alimentos recuaram em dezembro pelo quarto mês consecutivo, atingindo o menor nível desde janeiro, de acordo com o Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

Apesar da queda mensal, o comportamento anual indica que a inflação global de alimentos permaneceu elevada em 2025, refletindo desequilíbrios entre oferta e demanda em mercados estratégicos. Além de fatores climáticos, geopolíticos e logísticos que afetaram diferentes cadeias produtivas.

Inflação global de alimentos em 2025 mostra recuo no fim do ano

Em dezembro, o Índice de Preços de Alimentos da FAO registrou nova queda, influenciado principalmente por segmentos com maior peso na cesta global de consumo.

  • Índice médio de 124,3 pontos em dezembro
  • Queda frente aos 125,1 pontos registrados em novembro
  • Recuo de 2,3% na comparação anual
  • Quarto mês consecutivo de baixa nos preços globais

O movimento foi puxado principalmente por laticínios, carnes e óleos vegetais, sinalizando alívio pontual nas pressões inflacionárias globais. O índice da FAO mede a variação mensal dos preços internacionais de uma cesta de commodities alimentares amplamente comercializadas no mundo, incluindo cereais, carnes, laticínios, óleos vegetais e açúcar. A pontuação reflete variações relativas em relação a um período-base, funcionando como um termômetro da inflação global de alimentos.

Alta na inflação global de alimentos é superior a de 2024

Mesmo com a desaceleração no fim do período, a inflação global de alimentos em 2025 fechou o ano em patamar superior ao de 2024, segundo a FAO.

  • Média anual do índice em 127,2 pontos
  • Alta de 4,3% em relação a 2024
  • Óleos vegetais com avanço médio de 17,1%
  • Laticínios com alta anual de 13,2%

Esses aumentos compensaram quedas observadas em cereais e açúcar, mantendo a pressão inflacionária sobre os preços globais de alimentos.

Variação entre categorias alimentícias marcaram o ano

A composição da inflação global de alimentos em 2025 mostrou comportamentos distintos entre os principais grupos monitorados pela FAO.

  • Carnes: queda mensal de 1,3%, mas alta anual de 5,1%
  • Cereais: alta mensal de 1,7%, porém média anual 4,9% abaixo de 2024
  • Açúcar: alta de 2,4% em dezembro, mas queda anual de 17%, menor nível em cinco anos

Segundo a FAO, fatores como doenças animais, tensões geopolíticas, clima adverso e fluxos de exportação influenciaram diretamente essas oscilações.

Impacto econômico da inflação global de alimentos em 2025

Segundo a FAO comportamento da inflação global de alimentos em 2025 segue como um indicador relevante para economias importadoras e exportadoras, influenciando políticas monetárias, custos de produção e o poder de compra das famílias. Embora o recuo recente traga algum alívio no curto prazo, o acumulado anual reforça que as pressões estruturais sobre os preços de alimentos permanecem no radar da economia global.

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Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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