O PIB do Brasil tende a perder ritmo em 2026, ano de eleição presidencial, conforme relatório recente da Organização das Nações Unidas. Segundo a entidade, o crescimento econômico projetado representa desaceleração frente a 2025, quando a expansão foi revista para cima. Além disso, o desempenho também fica abaixo do avanço observado em 2024.
De acordo com a ONU, essa trajetória reflete os efeitos acumulados do aperto monetário. As taxas de juros permaneceram em níveis elevados por um longo período e, por isso, continuam pressionando o investimento produtivo. Ainda assim, a organização avalia que uma política fiscal moderadamente expansionista pode reduzir parte desse impacto.
Enquanto isso, o cenário internacional segue incerto. Tensões geopolíticas, desafios fiscais globais e riscos financeiros aumentam a volatilidade das projeções. Dessa forma, economias emergentes, como a brasileira, tendem a sentir esses efeitos de maneira mais intensa.
PIB do Brasil, política fiscal e dívida pública
Ao analisar o PIB do Brasil, a ONU reforça alertas sobre a situação fiscal. A relação entre dívida bruta e Produto Interno Bruto superou 90%, nível acima da média dos países em desenvolvimento. Por isso, a entidade destaca dificuldades para reforçar a credibilidade fiscal no curto prazo.
Além disso, desvios recentes do arcabouço fiscal, combinados com isenções temporárias e gastos acima do planejado, ampliam a percepção de risco. Ainda que o governo mantenha compromisso com a consolidação gradual, o cenário exige cautela. Ou seja, a política fiscal seguirá como fator central para o crescimento econômico nos próximos anos.
Inflação, juros e projeções para o PIB do Brasil
No campo monetário, a ONU avalia que o País não deve cumprir a meta de inflação em 2025. O IPCA permaneceu acima do centro da meta, mesmo com juros elevados. Por isso, o Brasil foi considerado uma exceção entre países emergentes, que já iniciaram ciclos de afrouxamento.
Segundo o relatório, o Banco Central manteve a taxa básica em 15%, o maior patamar desde 2006. No entanto, a expectativa é de início de cortes apenas em 2026, à medida que a inflação mostre desaceleração mais consistente. Dessa forma, a política monetária continuará influenciando o PIB do Brasil no curto prazo.
Por outro lado, a ONU projeta melhora gradual. A inflação deve convergir nos anos seguintes, enquanto o crescimento econômico pode ganhar tração apenas no próximo governo. Para 2027, a entidade estima expansão de 2,3%.
Apesar da desaceleração, o País apresentou avanços no mercado de trabalho. O desemprego atingiu o menor nível em décadas, enquanto o salário mínimo teve aumento real. Portanto, mesmo com desafios fiscais e inflação resistente, o PIB do Brasil segue sustentado por fatores internos, embora em ritmo mais moderado.











