O acordo entre UE e Mercosul está prestes a ser assinado, depois de passar por uma aprovação crucial entre os países da União Europeia. Este tratado, um dos maiores já negociados pela UE, visa estreitar as relações comerciais entre o bloco europeu e países da América do Sul, como Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Com a aprovação de uma maioria qualificada dos Estados-membros da UE, o acordo agora segue para as etapas finais antes da assinatura.
O impacto do acordo entre UE e Mercosul
O acordo entre UE e Mercosul traz diversas mudanças para o comércio internacional. Um dos pontos principais da negociação foi a inclusão de garantias para o mercado agrícola da União Europeia, com limites adicionais para proteger suas economias. Apesar da oposição de países como a França e a Polônia, que expressaram preocupações sobre o impacto nas suas produções agrícolas, a maioria, incluindo países como Alemanha e Espanha, aprovou o acordo.
A aprovação do acordo comercial entre a UE e o Mercosul marca um passo histórico. A UE considera o tratado o maior negociado com um bloco fora da sua região. As negociações começaram em 1999. Após anos de discussões, o acordo finalmente se concretiza. Espera-se que ele fortaleça os laços comerciais e aumente as exportações entre os dois blocos.
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O que vem a seguir?
Agora que a maioria dos países da UE aprovou o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, o próximo passo é assinar o tratado formalmente. A Comissão Europeia confirmou que, se o Parlamento Europeu também der seu aval, a assinatura oficial ocorrerá no início de 2026. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, deverá viajar ao Paraguai para finalizar o processo com os países do Mercosul.
O Paraguai, que assumiu a presidência rotativa do Mercosul, será o responsável por assinar o acordo com a União Europeia. Este acordo tem grande importância para os países do Mercosul, especialmente para o Brasil, que se prepara para aumentar suas exportações para os mercados europeus. O impacto será significativo para os setores agrícolas e industriais de ambos os blocos, promovendo um comércio mais integrado.











