O Acordo Mercosul–União Europeia ganhou peso importante após avaliação divulgada nesta sexta-feira (09/01) pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG). Segundo a entidade, o tratado amplia a oferta de alimentos e energia limpa e, ao mesmo tempo, reforça a segurança do bloco europeu em um cenário geopolítico global mais desafiador.
Nesse cenário, Ingo Plöger (Foto), presidente da ABAG, avalia que a União Europeia busca reduzir riscos estruturais em suas cadeias de suprimento ao diversificar parceiros e ampliar a previsibilidade comercial.. Para isso, aposta na diversificação de parceiros e em maior previsibilidade comercial. Já para o Mercosul, o acordo tende a impulsionar o crescimento econômico, ao facilitar investimentos e reduzir ou eliminar tarifas sobre produtos sul-americanos. Além disso, consolida o bloco como potência alimentar, energética e ambiental.
O acordo também abre espaço para novas agendas estratégicas. Entre elas, destacam-se os combustíveis sustentáveis para aviação, o transporte marítimo de baixo carbono e a cooperação em mobilidade híbrida. Nesse sentido, a criação de rotas de integração com a Europa amplia oportunidades em logística, tecnologias industriais e integração bioceânica, sobretudo diante de acordos já firmados com o Chile.
No caso do Brasil, o tratado reforça o posicionamento como parceiro comercial confiável. Assim, o país tende a ampliar sua participação em cadeias produtivas descarbonizadas, alinhadas às metas europeias de redução de emissões.
Segundo Ingo Plöger, o Acordo Mercosul–União Europeia estabelece um arcabouço jurídico favorável à cooperação entre blocos democráticos, com estímulo à livre iniciativa e maior participação do setor privado no desenvolvimento sustentável.











