A inflação do Brasil fechou 2025 com uma alta de 4,26%, ficando dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Em dezembro, o avanço foi de 0,33%, ligeiramente abaixo das expectativas do mercado, que projetavam uma alta de 0,35%. Essa inflação representa uma desaceleração em relação a 2024, quando o índice foi de 4,83%. Mas, ainda assim dentro da meta de 3,00%, com uma margem de tolerância de 1,50% para cima ou para baixo. Isso fixaria a meta entre 1,50% e 4,50%.
A inflação do Brasil em 2025: análise e principais contribuições
Em 2025, a inflação do Brasil foi influenciada por vários fatores, com destaque para o grupo Habitação, que apresentou um crescimento significativo de 6,79%, ante 3,06% no ano anterior. Isso foi principalmente devido aos reajustes na energia elétrica residencial. Resgistrando uma alta acumulada de 12,31%, com uma contribuição de 0,48 ponto percentual (p.p.) no total da inflação do Brasil. Além disso, houve uma maior prevalência de bandeiras tarifárias que oneraram as contas dos consumidores, enquanto em 2024 o custo da energia foi mais baixo devido à bandeira verde.
Outro fator relevante foi o comportamento dos preços dos alimentos. O grupo Alimentação e Bebidas desacelerou consideravelmente em relação a 2024, passando de uma alta de 7,69% para 2,95% em 2025. A alimentação no domicílio, que foi um dos principais componentes da alta dos alimentos, apresentou uma desaceleração expressiva. Dando destaque para o arroz e leite longa-vida, cujos preços registraram quedas significativas de 26,56% e 12,87%, respectivamente.
Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa, destaca que a alimentação no domicílio registrou uma queda de 2,69% entre junho e novembro, o que contribuiu para o resultado final mais moderado da inflação do Brasil em 2025.
Setores e grupos com maior impacto na inflação de 2025
Além de Habitação, outros grupos como Educação, Despesas Pessoais e Saúde e Cuidados Pessoais também contribuíram de forma significativa para o aumento da inflação do Brasil em 2025. A Educação, por exemplo, teve uma alta de 6,22%, o que resultou em 0,37 p.p. de impacto na inflação do Brasil. Já as Despesas Pessoais e os Serviços de Saúde tiveram aumentos de 5,87% e 5,59%, respectivamente, ambos impactando de forma considerável o índice.
Dentre os subitens que influenciaram mais diretamente a inflação do Brasil, energia elétrica residencial teve o maior impacto individual, com uma contribuição de 0,48 p.p. O preço da energia elétrica subiu 12,31% ao longo do ano. Além disso, cursos regulares e planos de saúde também figuraram entre os itens que mais impactaram a inflação do Brasil, com variações de 6,54% e 6,42%, respectivamente.
Por outro lado, eletrodomésticos, leite longa-vida e arroz foram os itens que tiveram quedas expressivas no preço, ajudando a moderar o crescimento geral da inflação do Brasil.
Expectativas para 2026: o caminho da inflação do Brasil
Para 2026, a expectativa é que a inflação do Brasil continue dentro da meta. Embora possa haver variações de acordo com o comportamento de grupos como Habitação e Alimentação. A política monetária do Banco Central, com controle das taxas de juros, também pode influenciar diretamente o comportamento da inflação do Brasil ao longo do ano.
Embora o resultado de 2025 tenha sido o quinto menor da série histórica desde o Plano Real, a inflação de 2026 ainda dependerá de fatores como a dinâmica de preços monitorados, serviços e energia elétrica.











