Os agricultores irlandeses organizaram protestos nacionais um dia após a União Europeia aprovar o acordo comercial com o Mercosul, na sexta-feira (09/01). A reação mira diretamente a ampliação das importações de carne bovina brasileira prevista no tratado.
O setor rural avalia que o acordo cria vantagem competitiva para produtores sul-americanos, enquanto a pecuária irlandesa opera sob regras ambientais e sanitárias mais rígidas. Além disso, agricultores irlandeses afirmam que o texto não garante mecanismos eficazes de controle sobre padrões exigidos pela União Europeia.
Os atos se concentraram em Athlone, no condado de Westmeath. Dezenas de tratores circularam pela rodovia M6, interrompendo o tráfego. Em seguida, lideranças discursaram na Universidade Tecnológica do Shannon. O partido Independent Ireland coordenou a mobilização, com apoio de associações agrícolas.
Agricultores irlandeses destacam dados centrais do protesto
- A Irlanda votou contra o acordo com o Mercosul
- França, Áustria, Hungria e Polônia também se posicionaram contra
- O tratado levou 26 anos até alcançar aprovação inicial
- A ratificação ainda depende do Parlamento Europeu
No governo, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Simon Harris, afirmou que o acordo ainda pode sofrer ajustes. Segundo ele, salvaguardas adicionais podem ser discutidas antes da ratificação final, diante da pressão dos agricultores irlandeses contra a entrada da carne brasileira.











