O presidente Donald Trump iniciou uma ofensiva direta para estimular investimentos na Venezuela, ao se reunir nesta sexta-feira (09/01) com executivos das maiores petrolíferas dos Estados Unidos, na Casa Branca. A estratégia busca convencer o setor a retornar ao país, mesmo diante de um cenário descrito internamente como instável e de alto risco.
No entanto, as empresas chegam ao encontro sem intenção de assumir compromissos financeiros. Executivos do setor avaliam que o país não oferece, neste momento, condições mínimas para sustentar investimentos de dezenas de bilhões de dólares ao longo de uma década, necessários para recuperar a infraestrutura petrolífera local. Além disso, interlocutores afirmam que a administração Trump ainda não apresentou um plano claro para garantir estabilidade de longo prazo.
Segundo pessoas envolvidas nos bastidores, a percepção da indústria é de improvisação. Ainda assim, o interesse econômico existe, impulsionado pelas grandes reservas de petróleo venezuelanas, o que mantém o diálogo aberto, embora cauteloso.
Entre os principais entraves aos investimentos na Venezuela estão:
- Atuação direta das Forças Armadas na estatal Petróleos de Venezuela SA (PDVSA);
- Infraestrutura energética exposta a roubos recorrentes;
- Histórico de sequestros e riscos à segurança de funcionários;
- Resistência local à exploração por empresas estrangeiras.
Executivos também pressionam por garantias sobre segurança operacional e proteção jurídica. Até agora, as respostas têm sido consideradas insuficientes, embora o secretário de Energia, Chris Wright, reconheça a complexidade do desafio. Nesse cenário, os investimentos na Venezuela seguem condicionados ao estabelecimento do Estado de Direito e à segurança institucional.











