As bandeiras tarifárias de 2026 começam sob um cenário favorável. Na última quarta-feira (07/01), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a bandeira verde em janeiro, o que garante contas de luz sem cobrança adicional neste início de ano. A decisão reflete condições positivas de geração elétrica, sobretudo pela situação dos reservatórios.
Além disso, a Aneel divulgou, pela primeira vez de forma estruturada, um calendário mês a mês para o acionamento das bandeiras ao longo do ano. A medida busca ampliar a previsibilidade regulatória e permitir que consumidores e agentes do setor acompanhem com antecedência as datas de definição tarifária.
Bandeiras tarifárias de 2026 e o cenário do primeiro semestre
Nos primeiros meses, a leitura predominante aponta para a continuidade da bandeira verde. Esse cenário considera níveis confortáveis de armazenamento hídrico e menor necessidade de despacho térmico, fatores que reduzem o custo de geração. Ainda assim, a própria agência reforça que as decisões permanecem condicionadas à evolução do sistema elétrico.
O sistema das bandeiras tarifárias de 2026 segue baseado em variáveis técnicas. Entre elas, ganham destaque o GSF (risco hidrológico), que mede a capacidade de geração das hidrelétricas, e o PLD (Preço de Liquidação de Diferenças), referência do custo da energia no mercado de curto prazo.
Bandeiras tarifárias de 2026 e os riscos no segundo semestre
Na segunda metade do ano, o quadro tende a ficar mais desafiador. Apuração do sistema Broadcast, do Grupo Estado, indica chances elevadas de prevalência da bandeira vermelha. Caso esse cenário se confirme, a cobrança extra pode variar entre R$ 4,46 e R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.
Esse possível encarecimento está ligado à sazonalidade do período seco, quando os reservatórios costumam receber menor volume de chuvas. Com isso, o sistema elétrico passa a depender mais de usinas térmicas, que possuem custo de geração superior.
Calendário das bandeiras de energia em 2026
O calendário divulgado pela Aneel estabelece datas fixas para a definição mensal das bandeiras, de fevereiro de 2026 a janeiro de 2027. Esse cronograma reforça a transparência do modelo, em vigor desde 2015, que utiliza as cores verde, amarela e vermelha para sinalizar o custo real da geração de energia.
No contexto das bandeiras tarifárias de 2026, o calendário funciona como um termômetro antecipado. Embora não garanta estabilidade ao longo de todo o ano, ele oferece ao consumidor uma referência clara sobre quando novas decisões serão tomadas e quais fatores podem influenciar a conta de luz.











