A Comissão Europeia anunciou nesta segunda-feira (12/01) um acordo entre China e UE (União Europeia) para esfriar a disputa comercial envolvendo veículos elétricos chineses no mercado europeu. Pelo entendimento, empresas da China poderão apresentar propostas para contornar a tarifa adicional de 35,3%, em vigor desde outubro de 2024.
Segundo a Comissão, as montadoras chinesas deverão assumir compromissos objetivos. Assim, precisarão oferecer preço mínimo de importação, detalhar canais de venda e apresentar planos de investimento na Europa. Cada proposta será analisada de forma individual, mantendo o controle regulatório do bloco.
Acordo entre China e UE: pontos centrais do entendimento
- Tarifa adicional aplicada: 35,3%
- Tarifa base de importação: 10%
- Impacto total nos preços: 45,3%
- Início da cobrança: outubro de 2024
- Marcas afetadas: BYD e Geely
Em comunicado, o Ministério do Comércio da China afirmou que o acordo comercial entre China e UE reflete o “espírito de diálogo” e mostra que divergências podem ser tratadas por meio de consultas e das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). O governo chinês também citou a defesa de uma ordem comercial internacional baseada em regras.
Nesse cenário, o acordo entre China e UE cria uma alternativa negociada às tarifas já aplicadas, sem revogá-las.











