A geração de caixa da MRV atingiu R$ 102,3 milhões no quarto trimestre, conforme prévia operacional divulgada na terça-feira (13), no melhor desempenho trimestral desde 2020. O resultado veio da unidade MRV Incorporação e reposiciona a dinâmica financeira do grupo no encerramento do ano.
Além disso, as vendas líquidas da divisão somaram R$ 2,76 bilhões entre outubro e dezembro, com avanço anual de 5,9% e aceleração frente ao trimestre anterior. Os lançamentos alcançaram R$ 2,85 bilhões, sustentados pelo portfólio das marcas MRV e Sensia.
Geração de caixa da MRV e eficiência operacional
A leitura dos números mostra que a geração de caixa da MRV foi impulsionada pela melhora no repasse de unidades e pela margem bruta atual da operação. No trimestre, 9.865 imóveis foram repassados, volume levemente superior à produção.
Segundo a companhia, quando excluídos os efeitos contábeis e a cessão de recebíveis, o caixa gerado alcançou R$ 174,8 milhões. Esse dado contrasta com o resultado quase neutro observado no terceiro trimestre.
O diretor financeiro da MRV&Co, Ricardo Paixão, afirmou que o indicador representa “o maior número trimestral nos últimos cinco anos”. Para ele, o desempenho altera a trajetória recente da companhia.
Geração de caixa e o peso da estrutura financeira da MRV
Apesar da melhora, na MRV a geração de caixa no acumulado do ano ficou em R$ 29,8 milhões, abaixo do resultado de 2024. A diferença reflete o descasamento entre produção e repasses ao longo de 2025.
A empresa também apontou aumento de R$ 104 milhões no saldo da Conta Transitória da Caixa Econômica Federal, fator que interfere diretamente no fluxo financeiro trimestral.
Ao mesmo tempo, a operação internacional segue como ponto de atenção. A Resia, nos Estados Unidos, não realizou vendas de ativos no trimestre e consumiu US$ 25,6 milhões em caixa.
Evolução do caixa da MRV e próximos passos
De acordo com Paixão, algumas vendas já estão contratadas para o início de 2026, o que deve alterar o desempenho da Resia. Ele afirmou que o primeiro trimestre do próximo ano já apresenta perfil gerador de caixa.
O executivo também indicou que o prejuízo consolidado deve persistir em 2025, pressionado pela operação americana. Ainda assim, a expectativa interna é de melhora consistente em 2026.
Nesse contexto, a administração projeta pagamento de dividendos em 2027, condicionado ao resultado do exercício de 2026. A geração de caixa MRV, portanto, passa a ser o principal termômetro da estratégia financeira do grupo.











