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Por que a inflação na Argentina caiu tanto em 2025 — e por que o risco persiste

A inflação na Argentina fechou 2025 em 31,5%, bem abaixo de 2024, mas segue pressionada pelo câmbio, crise política e ajustes fiscais do governo Javier Milei.
Imagem da bandeira da Argentina para ilustrar uma matéria jornalística sobre a Inflação na Argentina.
(Imagem: (El Caminante/Pixabay)

A inflação na Argentina encerrou 2025 em 31,5%, segundo dados divulgados na terça-feira (13) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). O número representa uma queda em relação aos 117,8% registrados em 2024, primeiro ano completo antes da consolidação do ajuste econômico liderado pelo presidente Javier Milei.

Apesar do recuo anual, o comportamento mensal dos preços acendeu alertas. Em dezembro, o Índice de Preços ao Consumidor subiu 2,8%, acima dos 2,5% de novembro, marcando o quarto mês seguido de aceleração. Ao longo de 2025, as leituras oscilaram entre 2% e 3%, com poucas exceções, indicando uma desaceleração menos intensa do que a observada no início do governo.

Inflação na Argentina e o custo do ajuste fiscal

O controle da inflação na Argentina esteve diretamente ligado ao pacote de austeridade adotado após a posse de Javier Milei, em dezembro de 2023. O governo suspendeu obras federais, reduziu transferências a províncias e eliminou subsídios de água, gás, energia elétrica, transporte público e outros serviços essenciais, o que pressionou os preços no curto prazo.

Como consequência social, a pobreza alcançou 52,9% da população no primeiro semestre de 2024. Já no mesmo período de 2025, o índice caiu para 31%, refletindo a desaceleração inflacionária e a normalização parcial da atividade econômica, ainda que em ambiente de recessão.

Inflação na Argentina sob pressão do câmbio e da política

A trajetória da inflação na Argentina passou a enfrentar obstáculos a partir de maio, quando o cenário político se deteriorou. Um escândalo envolvendo Karina Milei, secretária-geral da Presidência, coincidiu com a derrota do governo nas eleições da província de Buenos Aires, em setembro, ampliando a oscilação nos mercados.

O impacto foi imediato sobre o peso argentino, que acumulou desvalorização próxima de 40% em 2025, chegando a 1.423 por dólar no pior momento. No fechamento do ano, a moeda operava a 1.451,50 por dólar, elevando a pressão inflacionária e exigindo novas intervenções cambiais do Banco Central.

Desaceleração dos preços e apoio externo

A estabilização parcial veio após o anúncio de apoio financeiro dos Estados Unidos. Em outubro, Argentina e EUA firmaram um swap cambial de US$ 20 bilhões, seguido da promessa de outro incentivo do mesmo valor. Paralelamente, o país avançou no acordo de US$ 20 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI). A organização liberou US$ 12 bilhões em abril.

Essas medidas reforçaram as reservas internacionais, sustentaram o câmbio e deram fôlego ao plano de manter a inflação mensal abaixo de 2%. Ainda assim, a combinação entre ajuste fiscal rigoroso, incerteza política e dependência de financiamento externo segue pressionando o cenário macroeconômico. Esse conjunto de fatores mantém a inflação na Argentina como o principal termômetro da viabilidade econômica do governo de Javier Milei em 2026.

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