O turismo argentino em SC ganhou força neste verão e reposicionou Santa Catarina como principal porta de entrada do visitante estrangeiro no Sul, na terça-feira (13/01). O impulso vem do câmbio favorável, da diferença de preços e da facilidade de pagamento digital.
Segundo dados da Embratur, o Brasil recebeu 9,287 milhões de turistas estrangeiros em 2025, dos quais 3,386 milhões eram argentinos. Em Santa Catarina, as chegadas internacionais somaram 741.401 no ano, alta de 50% ante 2024, o que confirma a preferência regional.
Além disso, dezembro concentrou parte relevante desse fluxo. O Estado recebeu 89.421 visitantes estrangeiros no mês, crescimento de 12,32% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo números oficiais.
Turismo argentino em SC e o efeito do câmbio
O diferencial econômico explica boa parte da escolha. Enquanto o real acumulou valorização de 11,09% frente ao dólar em 2025, o peso argentino perdeu 29,03% nessa relação, segundo consultorias acompanhadas pela imprensa local.
Como resultado, o custo diário de férias caiu. O Noticias Argentinas aponta gastos entre US$ 150 e US$ 270 por dia em Florianópolis, contra US$ 250 a US$ 350 em praias argentinas, o que altera o cálculo do turista.
Esse contraste aparece na hospedagem. De acordo com o Clarín, um pacote de seis noites com voo para o Santinho custa cerca de R$ 4 mil por pessoa, abaixo de opções equivalentes em Mar del Plata.
Turismo argentino em SC impulsiona consumo local
No consumo diário, a diferença permanece. Pratos para quatro pessoas com frutos do mar saem por cerca de R$ 200, enquanto bebidas e lanches de praia custam menos que nos destinos vizinhos.
Além disso, supermercados e restaurantes entram na conta. Uma cerveja long neck custa em torno de R$ 15 em Florianópolis, contra valores bem mais altos nas praias argentinas, segundo comparações da mídia local.
Visitantes argentinos em Florianópolis e os pagamentos digitais
Outro fator pesa na decisão. Após mudanças regulatórias na Argentina, turistas passaram a usar carteiras digitais, stablecoins e plataformas integradas ao Pix, eliminando a troca física de moeda.
Essa integração reduz fricções no gasto diário e amplia o tíquete médio, segundo relatos de comerciantes locais. Assim, o turismo argentino em SC passou a combinar economia direta e conveniência financeira.
No campo cultural, eventos ajudam a reforçar o vínculo. A estreia do Cosquín Rock em Florianópolis, com bandas argentinas e latino-americanas, ampliou a sensação de familiaridade para o visitante.
No curto prazo, a leitura do mercado é de continuidade desse fluxo. Com câmbio ainda favorável e pagamentos digitais consolidados, o turismo argentino em SC tende a seguir como vetor relevante da temporada, pressionando serviços e preços locais.











