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Venda de veículos novos em 2025 sobe 2,1% mas fica abaixo das projeções da Fenabrave

A venda de veículos novos cresceu 2,1% em 2025 e somou 2,69 milhões de unidades, abaixo das projeções da indústria e ainda distante do nível pré-pandemia. Continue lendo e saiba mais.
venda de veículos novos em concessionária no Brasil
Apesar do aumento recente, número ainda é bastante inferior a alta de 14,1% registrada em 2024. (Foto: Reprodução)

A venda de veículos novos encerrou 2025 com crescimento de 2,1%, resultado que ficou abaixo das projeções iniciais da indústria e distante do ritmo observado no ano anterior. O dado, divulgado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) nesta terça-feira (13/01), confirma um cenário de desaceleração após a alta de 14,1% registrada em 2024.

No acumulado do ano, o mercado vendeu 2,69 milhões de unidades, somando carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. Embora o volume represente avanço em relação a 2024, o desempenho frustrou as expectativas do setor, que iniciou o ano passado projetando expansão mais robusta do mercado automotivo.

A Fenabrave começou 2025 estimando crescimento de 5% na venda de veículos novos. Ao longo do ano, contudo, o cenário macroeconômico levou a entidade a revisar as projeções. Já em outubro, na última atualização, a estimativa foi reduzida para 2,6%, ainda acima do resultado final e um mês antes de uma queda de vendas.

Já a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) também ajustou suas previsões. A entidade das montadoras projetava inicialmente alta de 6,3% na venda de veículos novos. Porém, o número que caiu para 5% em agosto, refletindo um ambiente menos favorável ao consumo de bens duráveis.

Venda de veículos novos e os fatores que limitaram o crescimento

O principal fator de pressão sobre a venda de veículos novos em 2025 foi a elevação dos juros, que encareceu o crédito e restringiu o financiamento, canal essencial para o setor. Ainda assim, alguns vetores ajudaram a sustentar os volumes ao longo do ano:

  • Expansão do emprego formal e da renda média;
  • Compras concentradas por locadoras;
  • Descontos no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);
  • Estímulos a modelos de entrada incluídos no programa Carro Sustentável.

Portanto, esses elementos impediram uma desaceleração mais intensa, mesmo com o custo do crédito em patamar elevado.

Apesar de tudo, em dezembro, o mercado mostrou fôlego. Segundo a Associação, foram cerca de 279,4 mil veículos licenciados, o maior volume mensal em onze anos. Além disso, o resultado representou alta de 8,6% na venda de veículos novos frente a dezembro de 2024 e avanço de 17,1% na comparação com novembro. Desde dezembro de 2014, quando 370 mil unidades foram vendidas, não se via um desempenho mensal tão elevado.

Porém, mesmo com o pico no fim do ano, o setor não conseguiu recuperar o nível pré-pandemia. Em 2019, o mercado brasileiro vendeu quase 100 mil veículos a mais do que em 2025. Resultado, portanto, que reforça que a venda de veículos novos no Brasil ainda opera abaixo de seu potencial histórico.

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