Elon Musk impulsiona ações com robotáxis da Tesla, mas operação é limitada

Os robotáxis da Tesla, defendidos por Musk, elevaram as ações da empresa, apesar da operação limitada e da queda contínua nas vendas de veículos elétricos.
robotáxis da Tesla sob liderança de Elon Musk
Elon Musk, CEO da Tesla, no centro da aposta nos robotáxis da Tesla, enquanto o serviço segue restrito a Austin e à Baía de São Francisco. Foto: Reuters/Divulgação

Os robotáxis da Tesla viraram um trunfo financeiro para Elon Musk, mesmo sem escala operacional. Desde o lançamento do serviço em junho, em Austin, as ações da empresa subiram mais de 50% e alcançaram recorde histórico, embora o transporte esteja ativo apenas em Austin e na região da Baía de São Francisco, sempre com um funcionário a bordo.

Esse salto ocorreu após Musk afirmar que o serviço baseado na tecnologia de direção autônoma completa (FSD) mudaria o futuro financeiro da companhia. Inicialmente, o plano previa atender metade da população dos Estados Unidos até o fim do ano. Contudo, em outubro, a meta caiu para oito a dez áreas metropolitanas e, no início de 2026, segue limitada a dois mercados.

Robotáxis da Tesla: dados centrais

  • Operação restrita a duas regiões dos EUA
  • Nenhuma viagem totalmente autônoma realizada até agora
  • Queda recorde de 9% nas vendas de veículos elétricos em 2025
  • Recuo de quase 50% nas vendas nos EUA do 3º para o 4º trimestre
  • Waymo registrou 14 milhões de viagens pagas autônomas em 2025

Nesse contexto, 2026 se tornou decisivo para a Tesla. A principal fonte de receita, as vendas de carros elétricos, caiu pelo segundo ano consecutivo, enquanto concorrentes ampliam a presença no mercado. Assim, o desempenho real dos robotáxis da Tesla, defendidos por Musk, passa a ser determinante para sustentar a valorização recente da empresa.

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Ramylle Freitas

Ramylle Freitas é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na cobertura editorial e analítica de economia e negócios, e colabora com a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo).

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