O Ibovespa teve um recorde histórico no pregão desta quarta-feira (14) ao encerrar aos 165.145,98 pontos, maior nível já registrado no fechamento. A alta de 1,96% ocorreu após duas sessões negativas e teve como principal vetor as blue chips, com destaque para a Vale.
Ao longo do dia, o índice de referência da bolsa brasileira chegou a tocar 165.146,49 pontos no pico intradia, enquanto a mínima ficou em 161.974,19 pontos. Apesar de já ter superado os 165 mil em dezembro, esta foi a primeira vez que o patamar foi sustentado até o encerramento.
Entre os papéis de maior peso, as ações da Vale (VALE3) avançaram cerca de 5%, contribuindo de forma direta para o desempenho do índice. Além disso, bancos e outras empresas de grande capitalização também sustentaram a valorização.
O giro financeiro alcançou R$ 65,5 bilhões, influenciado pelo vencimento de opções sobre o índice. Ainda assim, o volume elevado reforçou a leitura de forte interesse por ações, especialmente em um início de ano marcado por entrada líquida de capital estrangeiro.
Ibovespa tem recorde histórico e fluxo estrangeiro
O recorde histórico do Ibovespa ocorre em um contexto de retomada do apetite externo por ativos locais. Dados da B3 indicam saldo positivo de aproximadamente R$ 2 bilhões em compras de ações por investidores estrangeiros até o dia 12.
Além disso, a bolsa brasileira apresentou desempenho independente de Wall Street. Enquanto o S&P 500 recuou 0,53%, pressionado por dados econômicos e balanços bancários nos Estados Unidos, o mercado local manteve tração própria.
No campo político, pesquisas eleitorais chegaram a gerar oscilação momentânea durante a manhã. Contudo, o mercado rapidamente absorveu as informações, retomando máximas ao longo do pregão.
Ibovespa: juros e estratégia
Para estrategistas, a leitura dominante segue associada ao cenário de juros. A expectativa de início do ciclo de cortes pelo Federal Reserve (Fed) e a perspectiva de flexibilização monetária doméstica sustentam uma visão mais favorável para ativos de risco.
Nesse contexto, o Itaú BBA reiterou recomendação de exposição acima da média para ações brasileiras. O banco elevou sua projeção para o índice, estimando 185 mil pontos ao final de 2026, frente aos 155 mil esperados anteriormente.
Máxima histórica da bolsa e riscos no radar
Apesar do recorde, analistas destacam que a incertezas no Ibovespa deve permanecer presente ao longo de 2026. O principal ponto de atenção continua sendo o cenário fiscal doméstico, que pode influenciar o humor dos investidores.
Ainda assim, a combinação entre avaliação atrativa, baixo posicionamento local em renda variável e expectativa de juros menores mantém esse recorde histórico do Ibovespa como um sinal de confiança do mercado na trajetória dos ativos brasileiros.











