As exportações de açúcar em 2025 alcançaram 33,77 milhões de toneladas, registrando o segundo maior volume da história do setor. Ainda assim, a receita total caiu para US$ 14,109 bilhões, refletindo preços internacionais mais baixos.
Apesar do desempenho robusto em volume, os embarques recuaram 11,7% frente a 2024. A retração financeira foi mais intensa, com queda de 24,2%, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Datagro.
Exportações de açúcar em 2025 e composição dos embarques
Do total exportado, o açúcar branco respondeu por 29,469 milhões de toneladas, enquanto o açúcar bruto somou 4,305 milhões de toneladas. Ambos os tipos registraram retração anual, embora sigam dominando a pauta externa do setor.
Esse comportamento reflete a estratégia das usinas diante de preços internacionais menos favoráveis. Ainda assim, o comércio externo do açúcar brasileiro manteve escala elevada, sustentado por ganhos logísticos.
A ampliação da capacidade portuária e a maior eficiência no escoamento permitiram ao Brasil atender mercados com estoques mais baixos. Esse fator contribuiu para preservar volumes, mesmo em um cenário de margens pressionadas.
Exportações de açúcar em 2025 e principais destinos
A China liderou as compras no acumulado do ano, com 4,739 milhões de toneladas, crescimento de 56,9% em relação a 2024. O país respondeu por 14% das vendas externas totais.
A Índia ocupou a segunda posição, com 2,628 milhões de toneladas, mas apresentou queda anual relevante. Já a Argélia manteve presença consistente, apesar de leve retração nos volumes embarcados.
Essa configuração reforça a dependência de grandes importadores asiáticos e africanos. Ao mesmo tempo, mostra como a venda externa de açúcar brasileiro segue sensível às decisões de política comercial desses países.
Preços e desempenho no fim do ano
Em dezembro, as exportações somaram 2,912 milhões de toneladas, com leve alta anual. O preço médio, porém, caiu para US$ 374,55 por tonelada, o menor nível desde novembro de 2021.
Como resultado, a receita mensal recuou 19,4%, somando US$ 1,091 bilhão. Esse quadro explica por que as exportações de açúcar em 2025, apesar do volume elevado, enfrentaram perda relevante de valor.
No horizonte, o setor acompanha a evolução dos preços globais e do câmbio. A combinação desses fatores deve seguir definindo o equilíbrio entre volume exportado e rentabilidade.











