A liquidação da Reag Investimentos foi decretada pelo Banco Central nesta quinta-feira (15/01), após a autoridade monetária identificar um grave comprometimento da situação econômico-financeira da instituição.
A decisão ocorre em meio a suspeitas de irregularidades e possíveis fraudes em operações relacionadas ao Banco Master, onde João Carlos Mansur, ex-presidente da Reag, é um dos alvos investigados pela Operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF).
Segundo o Banco Central, a medida extrema foi adotada diante do descumprimento de normas essenciais que regem as empresas integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Além disso, a continuidade das atividades da Reag representava risco direto à regularidade do sistema. Além dos interesses de clientes e credores, o que levou à interrupção imediata das operações.
Liquidação da Reag Investimentos e os efeitos no mercado
Nesse cenário, a liquidação da Reag Investimentos atinge uma instituição enquadrada no segmento S5 da regulação prudencial, que reúne empresas de pequeno porte e baixa relevância sistêmica. Ainda assim, a Reag mantinha atuação ativa no mercado de câmbio, o que amplia o impacto da decisão.
Em 2025, a corretora ocupava a 56ª posição no ranking de câmbio do Banco Central, com:
- 0,081% de participação no volume financeiro total negociado no país;
- 0,14% do número total de operações realizadas;
- Atuação regular em contratos de câmbio comercial e financeiro.
Apesar da participação limitada, o Banco Central avaliou que as falhas identificadas exigiam resposta imediata para evitar danos adicionais ao sistema financeiro.
Com a decretação da liquidação extrajudicial, os bens dos controladores e ex-administradores da Reag Investimentos tornaram-se indisponíveis. A medida busca preservar o patrimônio da instituição e assegurar recursos para eventual ressarcimento de credores, conforme os procedimentos legais vigentes.
Além disso, o Banco Central informou que mantém as investigações em curso e pode aplicar novas sanções administrativas. Portanto, o órgão também poderá encaminhar informações a outras autoridades competentes, conforme prevê a legislação.
Ao final, a liquidação da Reag Investimentos reforça a postura do regulador em coibir práticas irregulares, proteger o SFN e limitar riscos para o mercado financeiro brasileiro.











