As vendas no varejo brasileiro cresceram 1,0% em novembro frente a outubro, segundo o IBGE, com dados divulgados nesta quinta-feira (14/12). O resultado superou com folga a estimativa do mercado. A projeção da Reuters apontava alta de apenas 0,30%.
Além disso, na comparação anual, as vendas no varejo brasileiro avançaram 1,3%. A expectativa era de 0,20%. Com isso, o indicador confirmou o segundo mês consecutivo de crescimento fora da faixa de estabilidade.
De acordo com Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), o desempenho recente rompe o padrão visto no início de 2025. Naquele período, fevereiro e março haviam mostrado altas mais contidas. Agora, outubro registrou 0,5% e novembro acelerou para 1,0%.
Vendas no varejo brasileiro têm avanço disseminado entre setores
No recorte setorial, sete das oito atividades do comércio varejista restrito apresentaram crescimento na margem. Em primeiro lugar, equipamentos e material para escritório, informática e comunicação avançaram 4,1%. Na sequência, móveis e eletrodomésticos cresceram 2,3%. Já artigos farmacêuticos e de perfumaria subiram 2,2%.
Segundo o IBGE, a Black Friday ajudou a distribuir melhor o crescimento entre os setores. Promoções impulsionaram itens duráveis e eletroeletrônicos. Entram nesse grupo celulares, computadores e móveis. Assim, parte das compras foi antecipada para novembro.
Ainda assim, nem todos os segmentos acompanharam o ritmo. Tecidos, vestuário e calçados recuaram 0,8%, mantendo pressão sobre o consumo de moda. Em contraste, hipermercados e supermercados avançaram 1,0%. Já combustíveis e lubrificantes cresceram 0,6%.
No varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, o avanço foi menor, de 0,7%. O resultado foi contido pela queda de 0,2% em veículos e motos, partes e peças. Por outro lado, material de construção registrou alta de 0,8%.
Na comparação com novembro do ano anterior, os dados reforçam um quadro desigual. Equipamentos de informática cresceram 9,9%. Móveis avançaram 5,2%. Em sentido oposto, veículos acumularam queda de 5,8%. Dessa forma, embora as vendas no varejo brasileiro tenham fechado novembro em patamar mais elevado, o fôlego do consumo segue condicionado ao crédito, à renda e às condições financeiras.











