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Argentina fecha 2025 com superávit fiscal após quase duas décadas

O superávit fiscal da Argentina marcou o segundo ano seguido de saldo positivo em 2025, superando a meta nominal do FMI e mantendo cortes de gastos com ampliação de programas sociais.
Bandeira da Argentina para ilustrar uma matéria jornalística sobre o Superávit fiscal da Argentina.
(Imagem: Angelica Reyes/Unsplash

O superávit fiscal da Argentina voltou a aparecer no fechamento de 2025, segundo dados divulgados pelo ministro da Economia, Luis Caputo, ao confirmar saldo positivo pelo segundo ano consecutivo nas contas públicas do país. O resultado anual combinou superávit primário e financeiro, apesar de um déficit registrado no último mês do ano, atribuído à sazonalidade dos gastos.

No acumulado de 2025, a Argentina registrou superávit primário de 11,77 trilhões de pesos, equivalente a cerca de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Já o superávit financeiro somou 1,45 trilhão de pesos, correspondente a aproximadamente 0,2% do PIB. Em dezembro, no entanto, o setor público nacional apresentou déficit primário de 2,88 trilhões de pesos e déficit financeiro de 3,29 trilhões de pesos, em linha com padrões históricos de fim de exercício.

Superávit fiscal da Argentina e a leitura dos números

Segundo o ministro, o desempenho consolida uma sequência inédita desde 2008, quando o país havia registrado dois anos consecutivos de superávit financeiro em base caixa. O ministro destacou que o resultado foi alcançado com pagamento integral dos serviços da dívida pública, fator observado de perto por investidores e organismos multilaterais.

A trajetória fiscal também reflete um corte expressivo nas despesas. O gasto primário em 2025 ficou 27% menor, em termos reais, do que em 2023. Ainda assim, o governo afirma ter mantido e ampliado programas sociais direcionados às camadas mais vulneráveis da população, buscando equilibrar ajuste orçamentário e proteção social.

Nesse contexto, os desembolsos com o Auxílio Universal por Filho e o Cartão Alimentar cresceram 43% em termos reais entre dezembro de 2023 e dezembro de 2025. A expansão desses programas ocorreu paralelamente à redução de outras rubricas, compondo a estratégia fiscal do governo.

Meta do FMI e avaliação externa

Além do superávit fiscal, a Argentina também superou a meta nominal acordada com o Fundo Monetário Internacional (FMI) após a primeira revisão do programa. Pelos parâmetros definidos em julho, o país deveria alcançar cerca de 10,4 trilhões de pesos de superávit primário. O resultado final superou esse patamar em aproximadamente 1,3 trilhão de pesos..

Em proporção do PIB, a meta indicativa era de 1,6%, ligeiramente acima do resultado informado. Ainda assim, a avaliação predominante, segundo o jornal argentino Ámbito Financiero, é de que o compromisso deve ser considerado cumprido na próxima revisão do acordo, prevista para fevereiro.

O desempenho fiscal reforça a narrativa de consolidação das contas públicas e reposiciona o debate sobre a política econômica argentina em 2026. A continuidade do superávit fiscal da Argentina tende a influenciar negociações com o FMI, expectativas do mercado e o espaço para decisões futuras de política econômica.

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