As exportações de carnes do Brasil fecharam 2025 em patamar histórico, sustentando a liderança global do país no comércio internacional de proteínas animais. Tal desempenho ocorreu mesmo diante de barreiras comerciais impostas por grandes compradores, como China e Estados Unidos.
Os números divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que o Brasil exportou 3,5 milhões de toneladas de carne bovina, 5,324 mi de toneladas de carne de frango e 3,619 mi de toneladas de carne suína. Esse conjunto garantiu ao país a liderança mundial em frango e bovinos e a terceira posição global em suínos.
Exportações de carnes do Brasil e o peso dos números globais
A leitura dos dados revela que o avanço ocorreu tanto em volume quanto em valor, reforçando a presença brasileira no comércio internacional, mesmo em um ambiente de barreiras comerciais mais rígidas. No caso da carne bovina, a receita atingiu US$ 18 bilhões, enquanto o frango somou US$ 9,79 bilhões.
Além disso, a carne suína registrou seu maior resultado histórico em volume e valor, refletindo maior inserção em mercados alternativos e acordos sanitários ampliados. Esse desempenho ajudou a reduzir a dependência de compradores específicos, especialmente da Ásia.
Exportações de carnes do Brasil diante das restrições globais
A decisão da China de limitar a cota de importação de carne bovina a 1,1 milhão de toneladas em 2026 introduz um novo ajuste no fluxo comercial. Ainda assim, analistas do setor avaliam que o impacto tende a ser diluído pela diversificação construída nos últimos anos.
Entre 2016 e 2025, as exportações de carne bovina cresceram 150% em volume e 227% em valor, apoiadas por investimentos em rastreabilidade, qualidade e sustentabilidade. Esses atributos, portanto, ampliaram a aceitação do produto brasileiro em destinos de maior exigência regulatória.
Em paralelo, os Estados Unidos também endureceram o acesso à carne brasileira em 2025 ao elevar tarifas de importação dentro de seu regime de salvaguardas comerciais. A combinação entre cotas restritas e alíquotas mais altas reduziu a atratividade do mercado norte-americano para alguns frigoríficos. Por consequência, levando parte das exportações de carnes do Brasil a ser redirecionada para destinos na Ásia, no Oriente Médio e na América Latina.
Vendas externas de carnes brasileiras e a próxima etapa
Ao observar o desempenho agregado, as exportações de carnes do Brasil se firmam como um dos pilares do agronegócio brasileiro. A combinação entre escala produtiva, valor agregado e abertura de novos mercados sustenta essa posição.
No horizonte, o setor deve seguir ajustando estratégias comerciais para lidar com tarifas, exigências sanitárias e disputas geopolíticas. Ainda assim, o histórico recente indica que as exportações de carnes do Brasil entraram em 2026 com bases comerciais mais amplas e maior capacidade de adaptação.











