O índice de preços ao produtor industrial (IPP) registrou queda de 0,37% em novembro, dado de referência fechado em 30/11/25, reforçando a sequência negativa observada no fim de 2025. O resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (16/01), manteve o sinal de outubro e aprofundou a leitura de enfraquecimento nos valores praticados na porta da fábrica.
No acumulado de janeiro a novembro de 2025, o índice passou a mostrar retração de 4,66%, revertendo o patamar positivo observado no mesmo intervalo de 2024. Já na comparação com novembro do ano anterior, a queda alcançou 3,38%, patamar mais intenso que o registrado em outubro. Trata-se, portanto, do segundo menor resultado para um mês de novembro desde o início da série histórica, em 2014.
Preços ao produtor industrial e o peso das indústrias extrativas
A retração mensal dos preços ao produtor industrial teve como principal vetor as indústrias extrativas, que recuaram 3,43% em novembro. O segmento exerceu a maior influência negativa sobre o índice agregado. Portanto, refletindo preços mais baixos de minério de ferro, petróleo bruto e outros insumos ligados a commodities.
No acumulado do ano, as indústrias extrativas somaram queda de 17,09%, a mais intensa entre todas as atividades pesquisadas. Em 12 meses, o recuo chegou a 12,76%, ampliando o impacto sobre o índice geral. Segundo o IBGE, apenas os minérios de cobre atuaram como contraponto parcial dentro do setor, atenuando a pressão negativa.
Preços ao produtor industrial nas indústrias de transformação
Já nas indústrias de transformação, os preços ao produtor industrial caíram 0,23% em novembro. Embora mais moderado, o recuo ganha relevância pelo peso do segmento, responsável por mais de 95% da composição do índice. No acumulado de 2025, a retração alcançou 4,04%, enquanto a variação em 12 meses ficou em -2,93%.
Por outro lado, entre os destaques negativos, o setor de alimentos registrou o sétimo mês consecutivo de queda, com recuo de 0,52% em novembro e retração acumulada de 9,91% no ano. Metalurgia e madeira também permaneceram no campo negativo nos indicadores de prazo mais longo, mesmo com oscilações pontuais no mês.
Comportamento dos preços industriais no fim de 2025
Em sentido oposto, alguns segmentos operaram como exceção no comportamento dos preços ao produtor industrial. A atividade de impressão, por exemplo, avançou 3,88% em novembro e acumulou alta de 16,39% em 2025. Já a fabricação de veículos automotores apresentou variação positiva de 0,20% no mês, sustentada por automóveis de passeio e caminhões.
Sob a ótica das grandes categorias econômicas, a queda dos bens intermediários (-0,75%) concentrou a maior pressão negativa, enquanto bens de capital ficaram próximos da estabilidade e bens de consumo registraram leve alta. O indicador do IBGE, portanto, aponta que os preços ao produtor industrial encerraram 2025 com dispersão setorial e um ambiente de ajustes amplos na estrutura de custos da indústria.











