Conteúdo Patrocinado
Anúncio SST SESI

Taxas do Tesouro Direto oscilam após IBC-Br acima do esperado

As taxas do Tesouro Direto oscilaram após o IBC-Br acima do esperado. Prefixados subiram, IPCA+ recuaram e o mercado ajustou a curva de juros diante da prévia do PIB.
Taxas do Tesouro Direto e curva de juros após IBC-Br
Oscilação das taxas do Tesouro Direto reflete ajuste do mercado após dado de atividade econômica. Imagem: Canva

As taxas do Tesouro Direto oscilaram na última sexta-feira (16/01), em um pregão marcado pela divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), leitura usada como prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O dado acima do consenso provocou ajustes distintos entre os títulos prefixados e os papéis atrelados à inflação.

Os prefixados registraram avanço moderado nos rendimentos, enquanto a maior parte dos títulos indexados ao IPCA apresentou recuo. A combinação reflete uma leitura de atividade mais firme no curto prazo, ao mesmo tempo em que preserva expectativas mais comportadas para a inflação de longo prazo.

Reação da curva local após as taxas

Nos títulos prefixados, o ajuste foi concentrado nos vencimentos intermediários e longos. O papel com vencimento em 2028 passou a render 13,04% ao ano, enquanto o de 2032 alcançou 13,64%. Já o título com juros semestrais de 2035 chegou a 13,73%. A alta indica revisão de prêmios diante da leitura econômica mais forte.

Esse comportamento sugere inclinação da curva de juros, com investidores exigindo retorno maior para travar taxas em prazos mais longos. Em dias de dados acima do esperado, o mercado tende a recalibrar expectativas sobre a condução da política monetária, ainda sob efeito da taxa Selic elevada.

Prévia do PIB influencia títulos indexados à inflação

Na outra ponta, os papéis atrelados ao IPCA recuaram na maioria dos vencimentos. O Tesouro IPCA+ 2035 passou a pagar IPCA + 7,66%, enquanto o de 2045 ficou em IPCA + 7,36%. Os vencimentos de 2050 e 2060 também mostraram taxas menores, sinalizando ajuste técnico na renda fixa de longo prazo.

O IBC-Br avançou 0,7% em novembro, acima da expectativa de 0,3% apurada pela Reuters. Na base anual, houve crescimento de 1,2%, com ganho de 2,4% em 12 meses, segundo o Banco Central. Esse resultado reforça a leitura de atividade ainda aquecida, sem pressionar de forma direta as expectativas inflacionárias mais distantes.

Taxas do Tesouro Direto e o cenário externo no radar

O ambiente internacional também entrou no cálculo. Os Treasuries americanos subiram, com o título de 10 anos em 4,191%, referência para o custo global de financiamento. Papéis de 20 e 30 anos operaram próximos de 4,8%, influenciando a precificação dos ativos locais.

Além disso, investidores acompanharam a agenda política, incluindo compromissos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com autoridades europeias. Em conjunto, esses fatores ajudam a explicar o ajuste pontual das taxas do Tesouro Direto, que seguem sensíveis à combinação entre dados domésticos, cenário externo e percepção fiscal. No curto prazo, o mercado tende a manter atenção redobrada aos indicadores de atividade e inflação.

InstagramLinkedIn
Acesse nossos canais
Siga nas Redes Sociais
Leia Também
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New