O ranking das 500 marcas mais valiosas do mundo ficou ainda mais concentrado em 2026, e o Brasil terminou o ano com apenas um nome no radar global. O Itaú Unibanco passou a ser a única empresa brasileira no ranking Global 500 da Brand Finance, após subir 20 posições e alcançar a 254ª colocação, segundo estudo divulgado nesta terça-feira (20/01).
O levantamento aponta que o valor de marca do Itaú chegou a US$ 9,9 bilhões, crescimento de 15% em relação ao ano anterior. Além disso, o banco registrou 80,3 pontos no Brand Strength Index (BSI), indicador que mede percepção, reputação e consistência da marca, garantindo pela primeira vez a classificação AAA-. Ainda este ano, o Itaú se tornou a empresa de maior valor de mercado da B3, superando Petrobras.
Esse avanço ocorre em um contexto de retração da presença brasileira no ranking. Em 2025, o Banco do Brasil ocupava a 467ª posição, mas deixou a lista na edição atual. Assim, o Itaú passou a concentrar sozinho a representação do país entre as marcas mais valiosas do mundo. Isso enquanto o ranking manteve forte domínio de grupos globais de tecnologia, varejo e energia.
As 10 marcas mais valiosas do mundo, segundo a Brand Finance, são:
- Apple — US$ 607,6 bilhões (cerca de R$ 3,26 trilhões)
- Microsoft — US$ 565,2 bilhões (R$ 3,03 trilhões)
- Google — US$ 433,1 bilhões (R$ 2,33 trilhões)
- Amazon — US$ 369,8 bilhões (R$ 1,99 trilhão)
- Nvidia — US$ 184,3 bilhões (R$ 990,4 bilhões)
- TikTok/Douyin — US$ 153,5 bilhões (R$ 824,4 bilhões)
- Walmart — US$ 140,9 bilhões (R$ 756,6 bilhões)
- Samsung — US$ 119,2 bilhões (R$ 640,0 bilhões)
- Facebook — US$ 107 bilhões (R$ 574,6 bilhões)
- State Grid (China) — US$ 102,4 bilhões (R$ 550,0 bilhões)
A Brand Finance é uma consultoria internacional especializada em avaliação de marcas, fundada em 1996, com atuação em mais de 20 países. Em um lançamento anual, o ranking Global 500 combina desempenho financeiro, força de marca, participação de mercado e indicadores de reputação para estimar o valor econômico das marcas.
No comparativo com 2025, o relatório de 2026 mostra continuidade no topo global, mas com aceleração no valor agregado das grandes marcas. Tudo enquanto mercados emergentes perderam espaço relativo. Nesse cenário, as marcas mais valiosas do mundo seguem cada vez mais concentradas, e o avanço do Itaú ocorre de forma isolada dentro da América Latina.











