O Brasil deve abrir empregos no carnaval 2026 em escala relevante no setor turístico, com previsão de 39,2 mil vagas temporárias, segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A oferta acompanha uma receita projetada de R$ 14,48 bilhões, alta real de 3,8% sobre o ano anterior.
O desenho das contratações reflete a concentração do consumo em serviços presenciais. Bares e restaurantes lideram com 27,9 mil postos, enquanto transportes somam 4,3 mil e hospedagem adiciona 4,1 mil vagas. Esses segmentos também concentram mais de 74% do faturamento esperado.
Empregos no carnaval 2026 e a dinâmica setorial
A leitura da CNC indica que a criação de empregos no carnaval 2026 responde à combinação entre demanda doméstica aquecida e fluxo internacional crescente. O setor de alimentação fora do lar capta o maior volume por sua capilaridade e alta rotatividade operacional.
A estrutura das vagas é majoritariamente temporária, com taxa de efetivação prevista de 11%. O percentual fica abaixo do observado em 2021 e 2022, quando a recomposição pós-crise elevou a absorção de mão de obra. Desde então, o indicador oscila em patamares mais moderados.
Vagas temporárias impulsionadas pela alta temporada turística
A inflação mais baixa ajudou a sustentar o turismo doméstico. Em 2025, o IPCA desacelerou para 4,26%, reduzindo pressão sobre o orçamento das famílias. O transporte rodoviário também registrou alívio de custos, favorecendo deslocamentos regionais.
No front externo, a Embratur aponta 9,3 milhões de turistas estrangeiros entre janeiro e outubro de 2025, alta de 37,1%. Para fevereiro de 2026, a expectativa é de 1,42 milhão de visitantes internacionais, reforçando a necessidade de contratações operacionais.
Empregos no carnaval 2026 e limites de absorção
Embora o volume de empregos no carnaval 2026 seja expressivo, o mercado mantém cautela na efetivação. O pico histórico ocorreu em 2014, influenciado pela Copa do Mundo, contexto distinto do atual ciclo.
O faturamento real do turismo está 13% acima de fevereiro de 2020, o que sustenta novas contratações. Ainda assim, empresas priorizam flexibilidade, ajustando quadros à duração da alta temporada e à previsibilidade da demanda.










