O varejo virtual no Brasil manteve um ritmo elevado de expansão em 2025, com crescimento próximo de 20%, bem acima do avanço observado nos canais físicos, que ficaram ao redor de 5%. O dado reforça a migração contínua do consumo para o ambiente digital e indica uma mudança estrutural no varejo nacional, sustentada por escala, tecnologia e logística.
Esse avanço ocorre em um mercado cada vez mais concentrado. Shopee, Amazon e Mercado Livre já respondem por cerca de 70% das vendas online no país, segundo análises de mercado. Ainda assim, a leitura predominante não aponta para uma disputa direta por espaço, mas para uma ampliação do próprio mercado digital, apoiada em investimentos recorrentes e na diversificação de categorias.
Varejo virtual e a consolidação do mercado no Brasil
O desempenho do varejo virtual em 2025 reflete uma estratégia comum entre os grandes players no Brasil: crescimento por meio da eficiência operacional. A combinação de incentivos de preço, campanhas de marketing e melhorias no frete tem acelerado a adoção do e-commerce por novos perfis de consumidores.
Relatórios do setor indicam que a penetração online avançou 14% no último ano. Apesar disso, o Brasil ainda opera abaixo de mercados mais maduros, como Estados Unidos, China e Reino Unido. Essa distância sustenta a avaliação de que há espaço para expansão conjunta, sem pressão imediata por ganho de participação entre os líderes.
Estratégia logística e categorias de alto giro
Dentro desse cenário, o Mercado Livre tem apresentado desempenho acima da média, com crescimento estimado em 31%. Analistas associam esse resultado à forte aposta em logística integrada, especialmente na estrutura de fulfillment, que cobre armazenamento, separação e entrega.
A empresa já soma cerca de 2,2 milhões de metros quadrados em centros de distribuição, o que sustenta ganhos de escala e previsibilidade. Além disso, categorias como Vestuário, Alimentos e Saúde e Beleza cresceram entre 35% e 40%, acima do ritmo geral do negócio. Autopeças também acompanha a expansão, enquanto Eletrônicos seguem relevantes no mix.
Varejo virtual no Brasil no radar dos investidores
O avanço do varejo virtual também se reflete na avaliação de ativos no Brasil. O Itaú BBA manteve recomendação de compra para as ações do Mercado Livre, com preço-alvo de US$ 2.850, citando crescimento, logística e diversificação como pilares do modelo.
Para o mercado financeiro, o ponto central está na combinação entre penetração ainda limitada e plataformas já preparadas para escalar. Nesse contexto, o varejo virtual tende a seguir como um dos principais vetores de transformação do consumo no Brasil, com impacto direto sobre cadeias produtivas, concorrência e hábitos do consumidor.










